O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou neste sábado (14) que a investigação comercial aberta pelos Estados Unidos sobre possíveis casos de trabalho forçado em cadeias produtivas internacionais não é direcionada especificamente ao Brasil. Segundo ele, a apuração envolve cerca de 60 países que mantêm forte relação comercial com o mercado norte-americano.
A investigação foi aberta pela Representação Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) e tem como objetivo analisar se os países adotam mecanismos eficazes para combater práticas de trabalho forçado em produtos destinados à exportação.
Alckmin destacou que o governo brasileiro mantém compromisso com a proteção dos trabalhadores e possui instrumentos de fiscalização para evitar esse tipo de prática. “Ninguém tem mais compromisso de combater trabalho forçado do que o governo brasileiro. O governo tem compromisso com os trabalhadores, tem fiscalização e tem o Ministério do Trabalho. É feito um esforço enorme de fiscalização para não ter trabalho forçado”, declarou.
De acordo com o vice-presidente, o Brasil também é signatário de acordos internacionais voltados à erradicação do trabalho forçado e realiza ações permanentes de monitoramento nas cadeias produtivas.
Caso o governo norte-americano conclua que os países investigados não aplicam medidas suficientes para combater a prática, poderão ser adotadas sanções comerciais, como tarifas adicionais sobre produtos importados.
O processo inclui consultas formais com os governos envolvidos e uma audiência pública marcada para 28 de abril. Empresas, entidades e outros interessados poderão enviar comentários por escrito até 15 de abril, enquanto a previsão das autoridades americanas é concluir a investigação até o final de julho.
Além do Brasil, outras economias foram incluídas na análise, entre elas China, União Europeia, México, Argentina e Israel.
Fonte: Contilnet







