A Guarda Revolucionária do Irã afirmou, neste domingo, (15/3), que pretende “perseguir e matar” o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. Em comunicado divulgado pelo em seu site Sepah News, o grupo declarou que continuará a persegui-lo “com toda a força” enquanto ele permanecer vivo, referindo-se ao líder israelense como responsável pela morte de crianças.
“Se este criminoso assassino de crianças estiver vivo, continuaremos a persegui-lo e matá-lo com toda a força”, disse a Guarda.
A ameaça ocorre dias após Netanyahu mencionar, de forma indireta, possíveis ações contra figuras centrais do eixo pró-Irã.
Na quinta-feira (13/5), o premiê israelense citou Mojtaba Khamenei, que assumiu recentemente como líder supremo do Irã, e o chefe do Hezbollah, Naim Qassem. Sem detalhar planos militares, afirmou que não ofereceria “seguro de vida” a dirigentes da organização que classifica como terrorista.
No sábado (14/3), a tensão aumentou após um ataque atingir a embaixada dos Estados Unidos em Bagdá, capital do Iraque.
Relatos indicam que o ataque pode ter sido realizado com um míssil, que teria atingido um heliponto dentro do complexo e danificado o sistema de defesa aérea da embaixada, segundo uma fonte de segurança iraquiana citada pela emissora Al-Jazeera. Não houve registro de feridos.
A escalada ocorre no contexto do conflito regional iniciado em 28 de fevereiro, quando os EUA e Israel lançaram uma ofensiva conjunta contra o Irã, que provocou a morte do então líder supremo do país Ali Khamenei.
A guerra já levou ao fechamento do Estreito de Ormuz, corredor marítimo por onde circula cerca de 20% do petróleo e do gás comercializados no mundo, provocando forte aumento nos preços da energia.
Fonte: Metrópoles








