PT enfrenta divisão interna ao definir papel de Marina Silva, cotada para vice de Haddad em SP

Dupla possibilidade coloca a ministra como peça estratégica na montagem da candidatura, especialmente em um cenário em que o PT busca equilibrar alcance eleitoral e força política. — Foto: Diogo Zacarias/MMA

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, pode ocupar dois papéis centrais na disputa pelo governo de São Paulo: vice na chapa de Fernando Haddad ou candidata ao Senado. O nome dela está no centro das negociações do Partido dos Trabalhadores, que ainda não definiu a composição final para as eleições, segundo informações veiculadas nesta terça-feira (17) pelo Valor Econômico.

O lançamento da pré-candidatura de Fernando Haddad ao governo paulista, previsto para esta sexta-feira (20), ocorre em meio a indefinições sobre os principais cargos da chapa. Marina Silva aparece como um dos nomes mais cotados, sendo uma das alternativas tanto para a vice quanto para uma das vagas ao Senado.

A dupla possibilidade coloca a ministra como peça estratégica na montagem da candidatura, especialmente em um cenário em que o PT busca equilibrar alcance eleitoral e força política.

Apesar disso, o nome de Marina enfrenta resistência dentro do partido. De acordo com a publicação, lideranças petistas avaliam que ela pode ter dificuldades de desempenho no interior do estado e defendem um perfil mais “combativo” para enfrentar o atual governador e pré-candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas.

Cenário em aberto

Além de Marina, outros nomes também são considerados para compor a chapa. O ministro do Empreendedorismo, Márcio França, aparece também como opção tanto para vice quanto para o Senado. Já a ministra do Planejamento, Simone Tebet, deve disputar uma vaga ao Senado por São Paulo. A expectativa é que ela mude o domicílio eleitoral para o estado e concorra com apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A definição da chapa deve ocorrer apenas a partir de abril, após a realização de novas pesquisas internas para medir a viabilidade dos nomes.

Marina Silva já foi senadora pelo Acre e, nas eleições de 2022, foi eleita deputada federal por São Paulo, com 237,5 mil votos. Naquele mesmo ano, chegou a ser cogitada como vice na chapa de Haddad, mas acabou disputando uma vaga na Câmara.

Enquanto o PT define sua estratégia, Tarcísio de Freitas lidera as intenções de voto, segundo pesquisa do Datafolha, com índices acima de 40%. Haddad aparece atrás, variando entre 28% e 31%.

Fonte: Contilnet

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