Enquanto no Sul do Brasil o frio só começa a “pegar” de verdade quando os termômetros marcam 15°C, o acreano tem uma sensibilidade térmica bem diferente. De acordo com o inédito “Índice do Moletom”, divulgado pelo perfil Brasil Em Mapas, no Acre, basta a temperatura cair para os 20°C para que o casaco e a blusa de frio saiam do armário.
O levantamento, que traça um panorama de a partir de quantos graus os moradores de cada estado brasileiro começam a ter sensibilidade ao frio, coloca o Acre em uma posição intermediária no ranking nacional.
O Acre está no mesmo nível de sensibilidade térmica do Tocantins e do Distrito Federal, onde os moradores também consideram 20°C como o ponto de partida para o “friozinho”.
O infográfico revela um nítido contraste climático e cultural do Brasil. No Sul, estados como Rio Grande do Sul (16°C), Santa Catarina (16°C), Paraná (15°C) e São Paulo (15°C) têm uma tolerância muito maior às temperaturas mais baixas. Para um acreano, os 20°C já são motivo para busca por conforto térmico, enquanto para um paulista ou paranaense, essa mesma temperatura pode ser considerada agradável, longe de exigir o uso de um moletom.
Essa sensibilidade térmica mais apurada no Acre é facilmente explicada pelo clima local. Acostumados com o calor intenso e a alta umidade que dominam a maior parte do ano, os acreanos sentem de forma acentuada as bruscas quedas de temperatura. As famosas “friagens”, fenômenos meteorológicos que trazem massas de ar polar para a região Norte, especialmente entre maio e junho, costumam derrubar a temperatura dos termômetros.
O “Índice do Moletom” foi elaborado pelo perfil Brasil Em Mapas, com pesquisa e elaboração datadas de 2026. O mapa ilustra a temperatura média a partir da qual os habitantes de cada estado começam a utilizar roupas de frio mais leves, como moletons.
Fonte: Contilnet







