“Brasil não será colônia”, diz Lindbergh ao rebater fala de Flávio Bolsonaro

"Brasil não será colônia", diz Lindbergh ao rebater fala de Flávio
Lindbergh Farias utilizou as redes sociais para responder ao discurso do senador Flávio Bolsonaro feito durante a CPAC, no Texas/ Foto: Reprodução

A guerra de narrativas entre o governo e a oposição ganhou um novo e explosivo capítulo em vídeo publicado neste domingo (29). O deputado federal Lindbergh Farias (PT) reagiu com veemência ao discurso do senador Flávio Bolsonaro, feito nos Estados Unidos, acusando o clã bolsonarista de tentar “vender” o país. Segundo o parlamentar petista, as falas de Flávio sobre a entrega de minerais críticos e a busca por pressão internacional sobre o Brasil são tentativas de transformar a nação em uma submissão estrangeira.

“A família Bolsonaro quer transformar o Brasil em uma colônia norte-americana”, disparou Lindbergh na gravação que circula nas redes sociais. O deputado se referia à oferta feita por Flávio de que o Brasil substitua a China no fornecimento de terras raras para os EUA. Para Lindbergh, essa postura fere a soberania nacional e ignora os interesses do povo brasileiro em favor de interesses externos.

A declaração de Lindbergh reforça o clima de campanha antecipada entre os principais grupos políticos do país para as próximas eleições/ Foto: Reprodução

Foco em 2026

O parlamentar aproveitou a polêmica para projetar o cenário eleitoral de 2026, transformando o debate sobre minerais em um termômetro para a próxima corrida presidencial. Lindbergh foi categórico ao afirmar que os planos da oposição de alinhar o Brasil incondicionalmente a Washington não se concretizarão. “Isso não vai acontecer porque o Lula será reeleito”, cravou o deputado, em referência ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A fala de Lindbergh ocorre no momento em que a ministra Gleisi Hoffmann e o ministro Guilherme Boulos também se manifestaram contra a postura de Flávio e Eduardo Bolsonaro em solo americano. O embate deixa claro que a exploração de minerais estratégicos e a política externa serão eixos centrais de confronto entre a direita e a esquerda nos próximos anos, com o Acre e a Amazônia  ricos em recursos naturais  no centro deste tabuleiro geopolítico.

Fonte: Contilnet

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