Um levantamento detalhado do Ministério Público do Acre (MPAC), com base nos indicadores do programa Previne Brasil de 2025, acendeu um alerta vermelho para a saúde pública no estado. O relatório revela que o Acre enfrenta sérias dificuldades no monitoramento de pacientes com hipertensão na atenção primária, com apenas dois dos 22 municípios conseguindo atingir a meta nacional de 50% de aferição da pressão arterial.
Os únicos destaques positivos ficaram na regional do Alto Acre. Epitaciolândia, com 64%, e Brasileia, com 57%, foram as únicas cidades a superar o índice estabelecido pelo Ministério da Saúde, demonstrando uma eficiência superior na busca ativa e no cuidado com pacientes crônicos.
Abismo nos Indicadores
Na extremidade oposta do ranking, os números revelam um cenário crítico de desassistência. O município de Jordão registrou o pior desempenho do estado, com apenas 5% de cobertura. Logo atrás aparecem Tarauacá (8%) e Rodrigues Alves (12%), expondo a fragilidade do sistema de saúde nas regiões mais isoladas e de difícil acesso.
A capital, Rio Branco, apresenta um desempenho considerado intermediário, mas ainda insuficiente, com cerca de 20% de acompanhamento. Outras cidades próximas, como Bujari (20%), Porto Acre (24%) e Senador Guiomard (30%), também permanecem abaixo do que é preconizado pelo governo federal.
Desigualdades Regionais
O estudo do MPAC também segmentou os dados pelas regionais administrativas, evidenciando uma disparidade geográfica nítida:
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Alto Acre: 41,2% (Melhor média do estado)
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Baixo Acre: 22,5%
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Juruá: 19%
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Purus: 16,8%
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Tarauacá-Envira: 10,3% (Pior média do estado)
A concentração dos piores resultados em áreas remotas reforça a necessidade de estratégias específicas para fortalecer as equipes de saúde da família nessas localidades. A falta de monitoramento adequado da hipertensão aumenta os riscos de complicações graves, como infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVCs), sobrecarregando o sistema de média e alta complexidade no futuro.
Fonte: Contilnet








