A Seleção Brasileira denunciou um caso de racismo durante o jogo contra a Argentina, nesta sexta-feira (10/4), pelo Sul-Americano Sub-17, no Paraguai. Os jogadores relataram ao árbitro da partida que um dos adversários teria feito gestos imitando macacos. O árbitro, no entanto, não ativou o protocolo antirracismo, que prevê a paralisação do jogo.
Na partida entre Brasil e Argentina, pelo Sul-Americano Sub-17, jogadores brasileiros reclamaram de um gesto racista vindo dos argentinos, o árbitro disse não ter visto e não acionou o protocolo anti-racismo.
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— LIBERTA DEPRE (@liberta___depre) April 11, 2026
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não comentou a acusação.
O Brasil venceu a partida por 3 a 0 e garantiu vaga no Mundial da categoria. Dois gols foram feitos por Riquelme Henrique e um por Eduardo Conceição.
A Seleção volta a campo no domingo (12/4) para enfrentar a Venezuela, às 17h, pela última rodada da primeira fase do Sul-Americano Sub-17.
Protocolo antirracismo
O protocolo criado pela Fifa, em 2024, prevê que em casos de racismo, o jogo poderá ser pausado, suspenso e cancelado. São três etapas. Na primeira, ao observar ou receber uma denúncia de abuso, o árbitro ou jogador usará o gesto antirracismo — braços cruzados na altura dos punhos, formando um “X” na frente do peito —, para sinalizar o incidente.
Em seguida, o árbitro decide se a partida será interrompida ou não. Caso o incidente não cesse, a partida será suspensa e os jogadores vão para os vestiários. Se mesmo assim, as ofensas continuarem, o jogo é cancelado.
Fonte: Metrópoles







