Chanceler do Irã alerta Rússia sobre “ações provocativas dos EUA”

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1 de 1 Imagem colorida do ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi - Foto: Ahmet Serdar Eser/Anadolu via Getty Images)

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, alertou nesta segunda-feira (13/4) para os riscos das “ações provocativas” dos Estados Unidos em conversa com o chanceler da Rússia, Sergey Lavrov.

Segundo Teerã, as medidas adotadas por Washington no Golfo Pérsico podem gerar “consequências perigosas” para a paz e a segurança global.

Durante o telefonema, Araghchi e Lavrov analisaram os desdobramentos recentes no Oriente Médio após o anúncio de um cessar-fogo temporário e as negociações realizadas entre Irã e EUA em Islamabad, que terminaram sem avanços significativos.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores iraniano, o chanceler “alertou sobre as consequências perigosas das ações provocativas dos EUA no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz para a paz e a segurança regional e global”.


Nova manobra norte-americana

Do lado russo, Lavrov afirmou que Moscou vê com preocupação a possibilidade de retomada dos confrontos e defendeu a busca por uma solução negociada. Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Rússia, o chanceler destacou que não há saída militar para a crise e reiterou a disposição do país em contribuir para um acordo.

“Lavrov destacou a importância de prevenir a retomada do confronto armado e reiterou a contínua disposição da Rússia em contribuir para a resolução da crise, para a qual não há solução militar”, informou a chancelaria russa.

O ministro também mencionou uma proposta de Moscou para a criação de um novo mecanismo de segurança no Golfo Pérsico, envolvendo países da região e atores internacionais com influência sobre o processo diplomático.

Ainda segundo o comunicado, a Rússia saudou a disposição do Irã em manter esforços diplomáticos, mesmo após o fracasso das negociações com os Estados Unidos, e defendeu que qualquer solução leve em consideração os interesses de Teerã e de seus vizinhos.

Fonte: Metrópoles

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