Milton Hatoum é o primeiro amazonense a tomar posse na ABL

Milton Hatoum recebe o colar e o diploma de imortal da Academia Brasileira de Letras nesta sexta (24)/ Foto: Reprodução

A literatura do Norte do Brasil atingiu um marco histórico na noite desta sexta-feira (24). O escritor Milton Hatoum tomou posse como o mais novo imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL), em cerimônia solene realizada no Petit Trianon, sede da instituição no Rio de Janeiro.

Hatoum passa a ocupar a cadeira número 6, sucedendo o jornalista e acadêmico Cícero Sandroni. O momento carrega um simbolismo geográfico e cultural inédito: aos 74 anos, o autor de clássicos como “Dois Irmãos” e “Cinzas do Norte” torna-se o primeiro escritor nascido no estado do Amazonas a integrar o seleto grupo de imortais da ABL desde a sua fundação, em 1897.

A Voz da Amazônia no Rio

Natural de Manaus, Milton Hatoum é reconhecido internacionalmente por uma obra que explora as complexidades das relações familiares e o cenário social da capital amazonense. Sua chegada à Academia é vista por críticos literários como uma reparação histórica e um reconhecimento da força da narrativa regional amazônica no cenário nacional.

Milton Hatoum toma posse e é o primeiro amazonense na Academia Brasileira de Letras

Escritor manauara sucede Cícero Sandroni e assume a cadeira 6 em cerimônia no Rio de Janeiro/ Foto: Reprodução

Em seu discurso de posse, o autor destacou a importância de levar as vozes e as paisagens da selva para o centro do debate intelectual brasileiro, honrando o legado de seus antecessores e a memória de Cícero Sandroni, que ocupava a vaga anteriormente.

Trajetória de Sucesso

Com uma carreira premiada incluindo diversos prêmios Jabuti, Hatoum consolidou-se como um dos maiores ficcionistas contemporâneos do país. Suas histórias, muitas vezes centradas na imigração e nos dramas urbanos de Manaus, foram traduzidas para diversos idiomas e adaptadas para o cinema e para a televisão, provando que o regionalismo de sua escrita possui um apelo universal.

A eleição de Hatoum para a ABL reforça o movimento de diversificação geográfica da Academia, que busca, cada vez mais, representar a pluralidade das letras em todas as regiões do Brasil.

Fonte: ContilNet

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