Um levantamento detalhado realizado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Acre (Fecomércio-AC) traça um panorama preocupante sobre a realidade socioeconômica da capital. O estudo, conduzido pelo Instituto DataControl nos dias 27 e 28 de março de 2026, aponta que 65,5% dos moradores possuem dívidas com vencimento para o próximo semestre.
A realidade financeira é marcada pelo alto comprometimento da renda. Entre os endividados, 41% destinam 70% ou mais do que ganham mensalmente para quitar compromissos financeiros. Outros 21,8% comprometem cerca de metade do orçamento com dívidas.
Cartão de crédito e aluguel lideram preocupações
O cartão de crédito aparece como o principal vilão do orçamento doméstico, sendo a maior preocupação para 28,5% dos entrevistados. Na sequência, o pagamento do aluguel (16%) e as compras básicas do mês (12%) são os itens que mais pesam na balança financeira das famílias de Rio Branco.
A pesquisa também revela um cenário de baixa capacidade de poupança. Cerca de 63,5% da população economicamente ativa afirma não conseguir guardar nenhuma quantia após o pagamento das obrigações mensais.
Perfil de renda e escolaridade na capital
O perfil socioeconômico mostra que a maior parte da força de trabalho da capital possui rendimentos limitados. Segundo os dados, 55,5% dos entrevistados ganham até dois salários mínimos, enquanto apenas 3,8% possuem rendas iguais ou superiores a cinco salários.
Quanto à escolaridade, 62,3% já concluíram alguma etapa dos estudos, com destaque para o ensino médio, que concentra 39,3% da amostra. No mercado de trabalho, a informalidade ainda é expressiva: embora 50,3% possuam vínculo formal, 35,8% trabalham sem carteira assinada.
Atrasos e restrição ao crédito
A dificuldade em honrar compromissos é admitida por 61,5% dos pesquisados. Esse cenário reflete diretamente nos serviços de proteção ao crédito, onde 42,6% da população de Rio Branco possui atualmente alguma inscrição ativa.
Para tentar regularizar as pendências, o morador de Rio Branco tem buscado alternativas: 23,8% realizam serviços extras e 19,5% recorrem a novos empréstimos para quitar débitos antigos. O planejamento financeiro ainda é um desafio, já que quase 45% dos entrevistados admitem não planejar o uso de seus recursos.
Fonte: ContilNet







