O Acre registra uma taxa de analfabetismo de pouco mais de 10% entre a população com 15 anos ou mais de idade, segundo dados consolidados de um levantamento sobre educação divulgado nesta semana pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice local situa o estado em uma posição desfavorável em relação à média geral do país e acende um alerta entre especialistas do setor público a respeito do déficit na alfabetização em territórios considerados de alta vulnerabilidade social.
De acordo com o mapeamento estatístico do órgão federal, o problema atinge de forma desproporcional a população idosa. Os piores indicadores de analfabetismo no estado concentram-se na faixa etária acima dos 60 anos, evidenciando uma defasagem educacional histórica que se prolongou ao longo das últimas décadas.
A análise dos dados sociodemográficos vincula diretamente a impossibilidade de acesso à leitura e à escrita a fatores econômicos e geográficos específicos. A baixa renda familiar e a ausência de estabelecimentos de ensino estruturados no período de formação dessas pessoas despontam como os principais agravantes para a consolidação dos números atuais.
O estudo demonstra que as populações residentes em zonas rurais isoladas, ramais de difícil acesso e periferias urbanas desassistidas correm maior risco de permanecerem à margem do sistema educacional básico, o que demanda intervenções direcionadas para essas localidades.
Embora os dados do instituto de pesquisa funcionem como um diagnóstico técnico e não façam a atribuição de responsabilidades diretas a gestões específicas, o panorama reforça a necessidade imediata de reformulação e fortalecimento de políticas públicas voltadas à Alfabetização de Jovens e Adultos (EJA), além do atendimento à terceira idade.
Setores ligados à pedagogia e à defesa dos direitos civis apontam que a reversão desse quadro é um requisito elementar para garantir o exercício pleno da cidadania e a inclusão produtiva dessa parcela da população no mercado e na vida social. Da parte dos moradores das áreas afetadas, as demandas concentram-se na criação de cronogramas contínuos de ensino que consigam absorver quem não pôde frequentar a escola na idade regular.
Fonte: Contilnet







