Irmã investiga por conta própria e descobre causa da morte de autônomo

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1 de 1 Montagem colorida com momento do atropelamento (à esquerda) e foto de André Rosa Da Silva (à direita). - Foto: Reprodução.

A família de um autônomo investigou por conta própria a morte registrada como suicídio e descobriu que o homem foi atropelado e que o motorista deixou o local sem prestar socorro. O acidente foi na noite do último dia 16, no Jardim Ângela, na zona sul de São Paulo.

A morte do autônomo André Rosa da Silva, de 46 anos, foi inicialmente tratada pela polícia como suicídio consumado. Segundo o boletim de ocorrência, ele supostamente teria saltado de uma construção, na Rua das Margaridas Amarelas, no Jardim Ângela, e caído sobre um veículo Ford Fiesta.

A versão foi relatada pelo motorista que atropelou a vítima e por uma testemunha – que também estaria no carro.

Contudo, a família do autônomo estranhou o registro de suicídio e passou a investigar o caso por conta própria. Imagens cedidas ao Metrópoles mostram uma dinâmica diferente da versão reportada pelo motorista do carro no registro oficial do acidente. Veja abaixo:

Nas imagens, é possível ver o autônomo subindo uma via, por volta das 23h25, e parando na faixa da pedestres. As 23h26 a vítima atravessa, também na faixa, e é atingida por um carro. O homem é arremessado por alguns metros.

O motorista para o carro após o atropelamento e fica, aproximadamente, dois minutos no local. Depois, entra no veículo e foge antes da chegada da Polícia Militar (PM) ou do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). As filmagens foram obtidas pela família do autônomo, que busca por justiça.

Segundo Jane da Silva, irmã de André, a família passou três dias investigando o caso. Os ferimentos encontrados na vítima levantaram dúvidas sobre a versão de suicídio.

Assim que obteve acesso às câmeras de segurança, a mulher foi ao Distrito Policial responsável pelo caso para entregar o material e solicitar mudança na condução da investigação.

Ao Metrópoles, a Secretaria da Segurança Pública (SSP), confirmou que, com novos elementos – incluindo oitivas de familiares e testemunhas, além de imagens de câmeras de monitoramento – o caso passou a ser investigado como homicídio culposo na direção de veículo automotor, com agravante por atropelamento em faixa de pedestres, além dos crimes de fraude processual e falso testemunho.

O registro foi retificado e “as investigações prosseguem para o completo esclarecimento dos fatos e eventual responsabilização dos envolvidos”, informou a secretaria

Pai e “faz-tudo”

André estava separado e deixa um filho de 7 anos com deficiência. Segundo a irmã, a criança necessitava do apoio do pai para a sobrevivência.

“Meu irmão era maravilhoso, todos o amavam. Ele era faz tudo: pedreiro, eletricista, encanador. No dia do ocorrido, conversou com a ex-mulher e enviou dinheiro para subsidiar a mulher e o filho, de 7 anos, que é portador de deficiência. Meu irmão era tudo; sustentava”, explicou ela.

Jane diz que os familiares vão continuar lutando para manter o sustento do sobrinho. “Agora quem vai ficar pela ajuda à criança serão os próprios familiares. A ex-esposa do meu irmão [André] está desempregada, e veio recentemente. Vamos ajudar”, finaliza.

Fonte: Metrópoles

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