Apesar da sinalização de que Gilberto Kassab pode ser o vice na chapa de Ronaldo Caiado na disputa presidencial, aliados do presidente do PSD ainda não descartam uma possível composição com o pré-candidato do Novo, Romeu Zema, e avaliam que a aliança com o ex-governador mineiro pode avançar.
Nesse sábado (30/5), Kassab afirmou que se coloca “à disposição” para discutir a possibilidade de ser o vice de Caiado em uma chapa “puro-sangue” do PSD, mas ressaltou que a definição está nas mãos do político goiano.
“Mesmo já tendo afirmado que uma candidatura chapa pura pode ser uma hipótese concreta, entendo que muitas etapas e entendimentos precisam ser cumpridos, dentro e fora do nosso partido, até que seja tomada uma decisão sobre o perfil da nossa chapa”, escreveu Kassab em publicação nas redes sociais.
“Obviamente, a palavra final deve ser do nosso candidato, depois de ouvidas todas as instâncias partidárias e o conjunto de nossas forças apoiadoras. Como presidente e militante do PSD, coloco-me à disposição para ouvir e acatar qualquer decisão coletiva, sabendo, de antemão, que ela será a melhor para o futuro do nosso projeto”, completou o dirigente partidário.
Até o final do ano passado, Kassab era cotado para ser o vice na chapa de reeleição do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), de quem foi secretário de Governo e Relações Institucionais.
“Bater o Lula”
Em evento de pré-campanha no mesmo dia, no entanto, Caiado afirmou que está conversando com Zema para um possível alinhamento ainda antes do primeiro turno.
“Como o processo vai evoluir, eu tenho que respeitar meu colega Zema. É lógico que nós estamos conversando, mas conversando também buscando neste primeiro momento que não haja uma desagregação da centro direita, que a gente possa chegar harmônicos lá no segundo turno”, disse o pré-candidato, argumentando que o “foco principal” é “bater o Lula”.
“Para isso nós vamos dialogando, sem dúvida nenhuma, vendo se é possível (uma aliança) antes do primeiro turno ou, se não, estarmos alinhados no segundo turno”, completou.
As articulações no campo da direita ganharam força após as revelações da relação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o ex-dono do Banco Master Daniel Vorcaro. A avaliação até de aliados do filho 01 é que sua pré-candidatura ficou enfraquecida após a divulgação de conversas e de um encontro entre Flávio e o banqueiro.
Fonte: Metrópoles







