Nas últimas duas semanas, o aumento da chegada de migrantes em Assis Brasil, Brasileia e Epitaciolândia, municípios acreanos localizados na fronteira com o Peru e a Bolívia, tem mobilizado autoridades e reforçado a necessidade de apoio à população que busca entrar no Brasil pela região.
Para acompanhar a situação de perto, representantes da Secretaria de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos (SEASDH) visitaram os espaços de acolhimento instalados nos municípios fronteiriços. A equipe verificou as condições de atendimento e as principais demandas relacionadas ao crescimento do fluxo migratório.
Entre os migrantes acolhidos estão pessoas vindas de países como Cuba, Venezuela, Peru e Equador. A rota acreana é historicamente utilizada por estrangeiros que buscam ingressar no território brasileiro, tornando o estado uma das principais portas de entrada para migrantes na Região Norte.
“Identificamos que as unidades de acolhimento da fronteira e também da capital operam atualmente com capacidade máxima, o que exige uma atuação ainda mais articulada do poder público. Estamos apurando os fatores que contribuíram para esse aumento do fluxo migratório e, ao mesmo tempo, mobilizando toda a rede de proteção por meio do Comitê Estadual de Atenção aos Migrantes, Apátridas e Refugiados. Nossa prioridade é assegurar uma resposta humanitária eficiente, organizada e alinhada à garantia dos direitos humanos dessas pessoas”, disse a diretora de Direitos Humanos da SEASDH, Joelma Pontes.
Durante a agenda, também foram realizadas reuniões com representantes do Ministério Público e da assistência social municipal para discutir os desafios enfrentados pela rede de atendimento e buscar alternativas para fortalecer o acolhimento e a proteção dos direitos dos migrantes diante do aumento das chegadas.
Fonte: Contilnet








