Acre registrou média de uma morte violenta por dia de janeiro a maio de 2026, aponta Sinesp

Foto: PCAC

O Acre registrou 109 vítimas de mortes violentas entre janeiro e maio de 2026, segundo dados do painel de estatísticas do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Como os dados de junho ainda não foram consolidados e disponibilizados pelo sistema, o levantamento contempla apenas os cinco primeiros meses do ano.

O levantamento considera as ocorrências classificadas pelo Sinesp como homicídio doloso, latrocínio, lesão corporal seguida de morte, morte por intervenção policial, feminicídio e suicídio. Não entram na contabilização mortes no trânsito, mortes a esclarecer sem indícios de crime, tentativas de homicídio, tentativas de feminicídio, estupros ou outros crimes que não resultaram em morte.

No período, o estado apresentou uma taxa estimada de 29,47 vítimas por 100 mil habitantes e uma média de uma vítima por dia. Em comparação com o mesmo intervalo de 2025, houve redução de 14,17% no número de mortes violentas registradas.

Os registros mensais mostram uma relativa estabilidade ao longo do período. Janeiro contabilizou 19 vítimas, fevereiro teve 22, março registrou 21, abril apresentou o maior número, com 25 mortes, e maio encerrou com 22 vítimas.

Rio Branco concentrou praticamente metade das ocorrências no estado. A capital registrou 54 vítimas, o equivalente a cerca de 49,5% do total. Em seguida aparecem Cruzeiro do Sul, com nove mortes, Mâncio Lima, com sete, e Feijó, Epitaciolândia e Tarauacá, com quatro vítimas cada.

Brasileia, Acrelândia, Manoel Urbano, Porto Acre, Senador Guiomard e os registros sem identificação de município tiveram três vítimas cada. Assis Brasil, Bujari, Plácido de Castro, Porto Walter e Rodrigues Alves registraram uma vítima cada. Já Capixaba, Jordão, Marechal Thaumaturgo e Santa Rosa do Purus não contabilizaram mortes violentas no período analisado.

O perfil das vítimas revela predominância masculina. Dos 109 casos registrados entre janeiro e maio, 93 vítimas eram homens, o que representa aproximadamente 85,3% do total. As mulheres corresponderam a 16 vítimas, ou 14,7%.

Os números são alimentados pelas secretarias estaduais de segurança pública no Sinesp e podem sofrer atualizações posteriores em razão da consolidação dos dados ou de reclassificações das ocorrências durante o andamento das investigações.

Fonte: ac24horas

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