O Acre segue entre os estados brasileiros com incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em níveis de alerta, risco ou alto risco, segundo o mais recente Boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) nesta quinta-feira (09). Embora o Brasil apresente os primeiros sinais de queda nas hospitalizações por SRAG após cerca de cinco meses consecutivos de alta, o cenário no Acre ainda exige atenção.
De acordo com o levantamento, o Acre está entre as 15 unidades da federação que mantêm incidência elevada de SRAG, mas sem indicação de crescimento na tendência de longo prazo. Apesar da estabilização, o estado continua registrando número expressivo de casos graves causados pela influenza A, mesmo após o período de maior circulação do vírus em grande parte do país.
Na capital, Rio Branco, a situação preocupa ainda mais. A cidade está entre as nove capitais brasileiras que apresentam níveis de alerta, risco ou alto risco para SRAG, com crescimento na tendência de longo prazo. Segundo a Fiocruz, o aumento dos casos ocorre principalmente entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos, além de idosos.
O boletim destaca que, nacionalmente, a desaceleração dos casos está relacionada à redução das internações por influenza A, influenza B e ao enfraquecimento da circulação do vírus sincicial respiratório (VSR). No entanto, o Acre permanece entre os estados onde os casos graves provocados pela influenza A continuam elevados.
A Fiocruz reforça a importância da adoção de medidas preventivas, como manter a vacinação atualizada, especialmente entre os grupos de risco, higienizar frequentemente as mãos, cobrir boca e nariz ao tossir ou espirrar e utilizar máscara em caso de sintomas gripais, principalmente quando não for possível permanecer em isolamento.
Em todo o país, 2026 já soma 109.347 notificações de SRAG. Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, o vírus sincicial respiratório respondeu pela maior parte dos casos com confirmação laboratorial (55,9%), seguido pelo rinovírus (23,3%), influenza A (12,7%), influenza B (8,4%) e Covid-19 (2,2%). Entre os óbitos, a influenza A permanece como a principal causa, representando 33,1% das mortes por vírus respiratórios no período analisado.







