Assuero defende movimento “Feito no Acre” e aborda expectativas do setor empresarial

Foto: Sérgio Vale

Na primeira noite da Expoacre 2026, neste sábado (1º), o presidente do Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento do Acre, Assuero Veronez, concedeu entrevista a Itaan Arruda durante transmissão do ac24horas, em parceria com o ac24agro e o Ecos da Notícia.

Ele falou sobre o movimento “Feito no Acre”, iniciativa que busca dar visibilidade aos produtos locais nos supermercados do estado por meio de gôndolas diferenciadas em posições estratégicas. Segundo Veronês, a proposta pretende estimular o consumidor acreano a experimentar itens produzidos na região, que enfrentam a concorrência de marcas de fora com inserção de mercado mais antiga e maior reconhecimento.

“A gente está qualificando os produtos do Acre”, afirmou. Ele destacou que a iniciativa é importante para a economia estadual em todos os aspectos, ao agregar valor à produção local. “O Acre carece de crescimento econômico, gerar riqueza, de processar os seus produtos aqui.”

Foto: Sérgio Vale

Veronez defendeu que o movimento seja compreendido não apenas pela classe política que disputa o Palácio Rio Branco, mas também pelos prefeitos. Para ele, as pequenas indústrias abertas no interior podem fortalecer os municípios e as cadeias produtivas locais. O presidente apontou que a comercialização é o principal obstáculo enfrentado por produtores. “Nós estamos longe dos mercados, o mercado principal nosso é o Acre.”

Sobre a gôndola apresentada durante a entrevista, Veronês afirmou que o setor supermercadista já está engajado no processo ao explicar que o dispositivo ficará em ponto de passagem obrigatória dentro dos estabelecimentos.

Durante a conversa, o entrevistador mencionou o evento realizado na quinta-feira (30), quando as federações da Indústria, do Comércio e da Agricultura e Pecuária do Acre, por meio do Fórum Empresarial, apresentaram aos candidatos ao governo estadual o plano com propostas para o setor agropecuário. Questionado sobre as expectativas dos empresários, Veronez explicou o espírito que motivou a elaboração do documento.

Foto: Sérgio Vale

Segundo o ele, o material reuniu as atividades e programas com maior potencial de sucesso econômico para o estado, após uma triagem das demandas do setor rural. Ele afirmou que a elaboração ouviu técnicos da própria federação e de instituições como Embrapa, universidades e centros de pesquisa, além de captar as necessidades dos produtores. “A gente tem que extrair do sentimento, especialmente dos produtores rurais, aquilo que os aflige.”

Veronez disse que o Fórum pretende acompanhar e monitorar a execução das propostas pelo próximo governo, definido após o processo eleitoral. “A gente quer estar junto para propor e monitorar aquilo que está previsto nesse programa de trabalho.”

Questionado sobre uma possível divisão entre grandes produtores e agricultura familiar, o presidente rejeitou a existência dessa quebra. Ele lembrou que o setor abrange grande quantidade de pequenos produtores, atendidos, e que boa parte dos filiados aos sindicatos do interior é formada por pequenos. O dirigente destacou ainda que, entre as políticas recomendadas no documento, as questões fundiária e ambiental beneficiam diretamente os pequenos produtores, sobretudo os egressos de projetos de assentamento sem regularização de suas propriedades.

Rebeca Martins

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