Um desentendimento entre um casal terminou com uma mulher ferida na cabeça e o marido procurado pela Polícia Militar na tarde deste domingo (2), em uma residência situada na Avenida Central, no Conjunto Tacumã, próximo à Escola de Música, em Rio Branco.
V.B.B de 30 anos, precisou receber atendimento de uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) depois de sofrer um corte profundo na cabeça. O ferimento provocou sangramento intenso e, segundo familiares, teria sido causado por um estilhaço de prato de vidro usado pelo marido, J.E.G.S, de 48 anos, durante a agressão.
Conforme informações levantadas pela Polícia Militar e por familiares, a mulher, o homem e uma terceira pessoa, que não teve o nome divulgado e que também fugiu posteriormente, estavam na residência consumindo bebidas alcoólicas e, supostamente, fazendo uso de entorpecentes. Em determinado momento, os envolvidos iniciaram uma discussão.
Durante o episódio, V. teria pedido ajuda aos familiares e gritado para que a polícia fosse chamada. Segundo os relatos, ela dizia que o marido iria matá-la. A situação fez com que testemunhas acionassem a Polícia Militar.
Quando chegaram ao endereço, os militares encontraram a mulher com um ferimento profundo na cabeça e solicitaram atendimento médico. Uma ambulância de suporte avançado do Samu foi deslocada até a residência para realizar os procedimentos necessários.
A família informou aos policiais que J. teria atingido V. com um prato de vidro. O objeto se partiu no momento da agressão, e um dos pedaços teria provocado o corte, atingindo uma veia na cabeça da vítima e provocando o sangramento.
Depois de ser atendida e estabilizada pela equipe médica, a vítima foi encaminhada ao pronto-socorro de Rio Branco. Apesar da extensão do ferimento, ela chegou à unidade hospitalar com o quadro clínico estável e permaneceu sob cuidados médicos.
Familiares também contaram que a relação entre ambos é marcada por episódios de violência e separações constantes. Segundo eles, a mulher vive com o suspeito desde os 13 anos e teria sofrido outras agressões ao longo dos anos, inclusive em locais públicos e diante de testemunhas.
Ainda conforme os familiares, as separações do casal normalmente duram poucos dias antes de uma nova reconciliação. A família afirma temer que a sequência de episódios de violência possa resultar em uma agressão ainda mais grave contra a mulher.
Depois de atenderem a ocorrência, os policiais fizeram buscas nas proximidades na tentativa de encontrar J., mas ele não foi localizado até o encerramento desta matéria.
A ocorrência foi registrada e deverá ser encaminhada à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), responsável por investigar o caso e tomar as providências previstas em lei.
Davi Sahid







