O senador Marcio Bittar (PL), candidato à reeleição, afirmou nesta terça-feira (4), em entrevista exclusiva ao ac24horas, que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é o principal cabo eleitoral no Acre e defendeu que eleitores alinhados ao bolsonarismo elejam representantes no Congresso Nacional para atuar em pautas relacionadas ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo Bittar, quem se identifica com Bolsonaro precisa escolher candidatos com posicionamento semelhante para atuar na Câmara Federal e no Senado.
“Eu não tenho dúvida. O maior cabo eleitoral do Acre, com todo amor que eu tenho à Mailza, carinho, mas o maior cabo eleitoral do Acre chama-se Jair Messias Bolsonaro, sem questionar”, afirmou.
O senador disse que a base bolsonarista precisa eleger parlamentares dispostos a enfrentar debates envolvendo o Supremo Tribunal Federal.
“Quem é Bolsonaro tem que estar preparado, se ganhar a eleição, tanto na Câmara Federal quanto no Senado, para enfrentar o Supremo Tribunal Federal. (…) Quem gosta do Bolsonaro, quem é bolsonarista, tem que tentar eleger pessoas que tenham essa coragem”, ressaltou.
Na entrevista, Bittar também defendeu mudanças no funcionamento da Corte e afirmou que parlamentares alinhados ao ex-presidente devem apoiar propostas como a fixação de mandato para ministros do STF e a anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro.
“Quem é Bolsonaro tem que pautar e votar anistia. Tem que pautar e votar projetos para estabelecer mandato para ministro do Supremo Tribunal Federal”, concluiu.
Durante a conversa, o senador também comentou o cenário da disputa pelo Senado e o apoio de prefeitos a candidatos de diferentes chapas. Ele afirmou que gestores municipais não podem ser pressionados e que o apoio político precisa ocorrer por convencimento.
“É natural que dentro dessa aliança, candidatos do PL, candidatos do PP, do União Brasil, apoiem o candidato a governador dessa aliança e também é natural que apoiem candidatos ao Senado dessa aliança. Agora, os prefeitos, é outra parada. Eles não estão disputando a eleição e ninguém ganha o apoio deles na marra. É preciso muita conversa, respeitar”, afirmou.
Bittar citou o prefeito de Mâncio Lima, Zé Luiz, para explicar a relação com lideranças municipais.
“Você pega o caso do Zé Luiz, por exemplo, lá em Mâncio Lima. Eu não só não pude apoiar a candidatura dele, como apoiei o candidato do Chicão. Então, eu não tenho nenhuma possibilidade de pressionar o Zé para me apoiar”, destacou.
Na avaliação do senador, a divisão de apoios entre candidatos pode acabar favorecendo o ex-governador Jorge Viana (PT), que também disputa uma vaga ao Senado.
“Quando tem pessoas que poderiam apoiar, por exemplo, o Gladson e a mim, e decidem apoiar o Gladson e um outro candidato, talvez esse outro candidato não ganhe a eleição. E talvez esse esforço tire voto de mim, que pode ser útil ao Jorge Viana. Então, conscientemente ou não, é possível que tenha candidaturas que mais ajudam o Jorge Viana do que tenham chance de ganhar”, salientou.
O parlamentar também revelou que participou de uma reunião com a governadora Mailza Assis (Progressistas) e prefeitos do Juruá, mas afirmou que as alianças precisam ser construídas sem imposição.
“Hoje teve uma reunião, a Mailza me convidou para o almoço, os prefeitos do Juruá, todos estavam lá. Nada é na marra. A política não é patrão e empregado. Ou você convence, a pessoa se convence, e vai fazer apoio a você”, pontuou.
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Lucas Vitor







