O terremoto ocorreu por volta das 6h (horário local, 19h de sexta-feira em Brasília), com epicentro a cerca de 62 quilômetros a noroeste de Ende, a cidade mais populosa de Flores, com cerca de 90 mil habitantes, e a uma profundidade de 10 quilômetros, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS).
De acordo com a EFE, o último balanço aponta que as mortes ocorreram nos distritos de Manggarai (24), Manggarai Leste (17), Sikka (3), Ngada (1), Ende (1) e Manggarai Oeste (1). O número de feridos e desaparecidos ainda é desconhecido.
Segundo a Agência Nacional de Gestão de Desastres (BNPB), mais de 100 casas na ilha foram danificadas e foram registrados deslizamentos de terra em algumas regiões de Flores.
O aeroporto da turística ilha de Komodo também foi afetado, embora continue em operação, afirmou o ministro dos Transportes, Dudy Purwagandhi.
Um porta-voz da Agência Local de Gestão de Desastres (BPBD), Oche Seko, disse à EFE que os hospitais da região, incluindo os da cidade de Ende, precisaram retirar os pacientes para áreas externas e que “não têm tendas suficientes” para abrigá-los.
Cerca de 2 mil moradores foram retirados das áreas costeiras após o forte terremoto, que gerou um alerta de tsunami, posteriormente cancelado.
Várias casas foram inundadas em algumas regiões da ilha depois que o terremoto provocou ondas de até um metro de altura no distrito de Ende.
Horas depois, outro terremoto de magnitude 6,9 atingiu a ilha de Sumatra, no norte da Indonésia, segundo o USGS.
O tremor ocorreu a uma profundidade de 183 quilômetros, de acordo com dados do USGS, e até o momento não foram registradas vítimas ou danos materiais. As autoridades não emitiram alerta de tsunami.
A Indonésia está localizada no chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma região de intensa atividade sísmica e vulcânica devido à convergência de várias placas tectônicas.
O arquipélago é composto por mais de 17 mil ilhas, algumas de difícil acesso, e sofre frequentemente com grandes terremotos.







