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Acreana de Plácido de Castro concorre ao Senado por Rondônia

Acreana de Plácido de Castro concorre ao Senado por Rondônia

Nascida em Plácido de Castro, no interior do Acre, a ativista socioambiental Neidinha Suruí segue se apresentando nas redes sociais como candidata ao Senado por Rondônia. Em uma publicação nesta quarta-feira (19), ela destacou sua formação como geógrafa e doutora, além da atuação como empreendedora social.

Ivaneide Bandeira Cardozo, conhecida como Neidinha Suruí, nasceu em 17 de junho de 1959. Ainda criança, deixou o Acre com a família e passou a viver em Rondônia, onde construiu uma trajetória de décadas em defesa da Floresta Amazônica e dos povos indígenas.

Na publicação eleitoral, Neidinha afirma que sua experiência demonstra a importância da educação para o desenvolvimento econômico aliado à preservação ambiental.

“Minha trajetória mostra, na prática, a importância da educação e que é possível desenvolver a economia, gerar riqueza e manter a floresta em pé, beneficiando a todos”, escreveu.

A acreana é formada em História, mestre e doutora em Geografia pela Universidade Federal de Rondônia (Unir). Também está entre as fundadoras da Associação de Defesa Etnoambiental Kanindé, organização que trabalha na proteção de territórios e comunidades indígenas da Amazônia.

Neidinha foi a primeira mulher a atuar na Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) em trabalhos de localização e contato com povos indígenas isolados. Ela também é mãe da ativista Txai Suruí, reconhecida internacionalmente pela defesa do meio ambiente e dos direitos dos povos originários.

Candidatura enfrenta impasse

Apesar de continuar fazendo campanha, a participação de Neidinha na disputa pelo Senado enfrenta um impasse político. Ela havia sido escolhida em convenção partidária realizada em julho, mas uma intervenção da direção nacional do PSB em Rondônia anulou a composição estadual e alterou a chapa majoritária.

Com a mudança, o partido decidiu integrar uma aliança com o PT e retirou Neidinha da candidatura ao Senado. A ativista acusou a direção nacional do PSB de violência política de gênero e afirmou que não foi consultada antes da decisão.

Neidinha também declarou que não permanecerá em silêncio diante da exclusão. Segundo ela, a retirada teria ocorrido após sua recusa em apoiar o candidato petista ao Governo de Rondônia.

A direção do PSB sustenta que as candidaturas majoritárias estaduais precisavam de autorização nacional antes da formalização das alianças. O grupo partidário destituído, por outro lado, considera a intervenção arbitrária.

Enquanto o impasse continua, Neidinha mantém em suas redes a identificação como candidata ao Senado, com o número 400, e segue divulgando propostas relacionadas à educação, à economia sustentável e à preservação da Amazônia.

 



Redação ContilNet

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