Ex-governador de Goiás havia classificado a proposta de redução de jornada como eleitoreira três dias antes/ Foto: Reprodução
O candidato do PSD à Presidência da República, Ronaldo Caiado, mudou de posicionamento e declarou ser favorável ao fim da jornada de trabalho na escala 6×1. A afirmação ocorreu neste sábado (22), durante coletiva de imprensa realizada em Campinas, no interior paulista. A declaração surge três dias após o ex-governador de Goiás ter classificado a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o tema como “populista” e “eleitoreira”.
Ao responder de forma direta se apoiava o fim do modelo de seis dias de trabalho por um de descanso, Caiado afirmou: “Sim, sou a favor”. Na última quarta-feira (19), durante evento promovido pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), o candidato havia evitado manifestar apoio ao texto em tramitação no Congresso Nacional, sustentando que a medida tinha motivação voltada ao apelo eleitoral.
A proposta em debate prevê o término da escala 6×1 e a redução da carga horária máxima semanal de 44 para 40 horas. O texto registrou andamento no Senado após o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), anunciar o encaminhamento da matéria à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), em articulação com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Ainda durante a passagem por Campinas, Caiado direcionou críticas aos concorrentes que não compareceram aos encontros promovidos por veículos de comunicação, utilizando o termo “fujões” para se referir aos ausentes, sem citar nomes de adversários específicos. O postulante também classificou a polarização política nacional como uma disputa sem utilidade prática para o país e apontou deficiências na gestão federal.
Na área de segurança pública, o candidato defendeu a criação do enquadramento legal de “terrorismo domiciliar” para combater facções criminosas e prometeu erguer 40 estabelecimentos prisionais de segurança máxima, além do fortalecimento da cooperação policial nas fronteiras. Para a saúde, propôs alcançar a autossuficiência nacional na fabricação de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFA), ampliação de terapias genômicas e manutenção das campanhas de imunização.
Redação ContilNet







