Equipes resgatam 350 pessoas presas em túnel no Nepal após inundações

Equipes resgatam 350 pessoas presas em túnel no Nepal após inundações

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O gabinete do primeiro-ministro do Nepal, Balen Shah, anunciou nesta quinta-feira (27) que militares do país resgataram 350 pessoas que estavam presas em um túnel de uma hidrelétrica após as grandes inundações que matarem cerca de 400. Ainda há cerca de 1.300 desaparecidos no país.

Trabalhadores e moradores estavam presos no local, “enfrentando uma situação extremamente perigosa e desafiadora em meio ao mau tempo e as inundações”, segundo o gabinete. No momento da publicação, no início desta tarde (horário de Brasília), havia ainda cem pessoas presas no túnel.

A nota afirma que as forças de segurança e de resgate do país resgatou um total de 883 pessoas de diferentes áreas afetadas de Rasuwa, parte do local atingido.

O número de mortos até o momento devido à tragédia chegou a 395, segundo balanços preliminares.

A tragédia deixou povoados inteiros devastados e submersos em lama. Do total de mortos, 392 foram registrados no Nepal, segundo as autoridades, e 3 no lado chinês, de acordo com informações da imprensa estatal. As informações sobre as vítimas não são centralizadas em uma única fonte e são divulgadas separadamente pelas autoridades e pela imprensa dos dois lados da fronteira.

As autoridades do Nepal usaram helicópteros para procurar sobreviventes e lançar suprimentos de emergência para milhares de pessoas isoladas em cidades e vales depois que o desastre de quarta-feira (16) varreu uma área movimentada por praticantes de trekking.

As enchentes repentinas ocorreram após o colapso de uma geleira, que lançou rochas, gelo, lama e detritos nos sistemas fluviais das montanhas. O fenômeno, chamado de colapso glacial, causou um abalo sísmico equivalente a um tremor de magnitude 5,2. Por isso que, inicialmente, as autoridades pensaram que um terremoto havia causado a tragédia.

No Nepal, a enchente varreu o vale do rio Trishuli, no distrito de Nuwakot, ao norte de Katmandu, e o vale do rio Bhote Koshi, a leste da capital. No lado chinês da fronteira, um deslizamento de terra que atingiu o porto de Gyirong engoliu carros e causou pânico e destruição.

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