Os bancários do Acre realizam nesta sexta-feira (4) assembleia para decidir se aceitam a proposta apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) ou se aderem à greve nacional da categoria. A informação é do presidente afastado do Sindicato dos Bancários do Acre, Eudo Raffael.
Segundo Raffael, a última proposta apresentada pelos bancos prevê reajuste de 0,6% acima do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) para este ano e para o próximo. O dirigente afirmou que o percentual representa menos de 5% do lucro médio dos bancos, que teve alta de 17% em relação ao ano anterior.
“Quem gera riqueza está ficando sem nada. Pelo contrário, a gente está perdendo poder de compra”, declarou.
Até o momento, o Acre não confirmou adesão à greve. Rio Grande do Norte e Maranhão já aprovaram a paralisação em assembleias anteriores. Os demais estados, incluindo o Acre, realizam assembleias nesta sexta-feira (4) para definir se aceitam o acordo ou se deflagram a greve.
A decisão dos bancários acreanos ocorre no contexto de uma mobilização nacional da categoria. Bancários do Pará aprovaram greve por tempo indeterminado a partir desta sexta-feira (4). No Rio Grande do Norte, a paralisação está marcada para a terça-feira (8). O Maranhão também confirmou greve para a mesma data. O Espírito Santo está em estado de greve desde 28 de agosto, e os empregados da Caixa Econômica Federal no estado realizam votação própria. Bahia, Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Sergipe têm assembleias em andamento entre quinta-feira (3) e sexta-feira (4).
Entre as reivindicações da categoria bancária estão reajuste salarial, reposição da inflação, manutenção dos planos de saúde, valorização do piso salarial nacional e da Participação nos Lucros e Resultados (PLR), além de reajuste nos valores de vale-alimentação e vale-refeição.
Rebeca Martins







