O vereador Felipe Tchê (PP) defendeu, durante sessão nesta terça-feira, 8, na Câmara Municipal de Rio Branco, que a Prefeitura adote critérios específicos para condomínios residenciais no tratamento e na cobrança relacionada ao descarte de resíduos sólidos.
Segundo o parlamentar, uma reunião foi realizada com o prefeito Alysson Bestene, secretários municipais e síndicos de condomínios residenciais para discutir os impactos das novas regras sobre a coleta e destinação de resíduos.
Felipe Tchê destacou que sua reivindicação se refere exclusivamente aos condomínios de natureza residencial, sem incluir empreendimentos mistos, comerciais ou de destinação social.“O vereador Felipe Tchê não está tratando aqui dos condomínios mistos, dos condomínios de destinação social e dos condomínios comerciais. Estamos tratando pura e simplesmente dos condomínios residenciais”, afirmou.
O vereador explicou que a preocupação está relacionada ao enquadramento dos condomínios residenciais como grandes geradores de resíduos sólidos. Para ele, a medida pode provocar custos elevados que, no fim, serão repassados aos moradores.“Essa operação dos condomínios não ficará apenas nos condomínios. Ficará nas pessoas que lá residem. Então, temos que ter cautela no momento de tratar de um assunto tão delicado e importante como o descarte dos resíduos sólidos”, declarou.
Felipe Tchê também defendeu que Rio Branco siga exemplos de outras capitais e grandes cidades brasileiras que discutem regras específicas para condomínios residenciais.
“Eu creio e acredito que o município de Rio Branco deveria se debruçar sobre a possibilidade de fazer um decreto especial para tratar diretamente dos condomínios de natureza eminentemente residencial”, disse.
O parlamentar agradeceu a receptividade da administração municipal e afirmou que a gestão demonstrou disposição para discutir as dificuldades apresentadas pelos representantes dos condomínios.
Vereador cobra atenção à transição do transporte coletivo
Durante o pronunciamento, Felipe Tchê também abordou a transição do sistema integrado de transporte público de Rio Branco, após a saída da empresa Ricco e a entrada da JPT Transporte, Serviços de Gerenciamento e Regulamento Urbano.
O vereador destacou que, em 1º de setembro, o prefeito Alysson Bestene assinou um decreto criando uma comissão oficial para acompanhar o processo de transição.
Para Felipe Tchê, a mudança não deve ser tratada apenas como uma substituição administrativa entre empresas, mas como uma questão que exige acompanhamento permanente da Câmara Municipal.“É algo sobre o qual nós precisamos colocar a lupa. Esta Casa Legislativa precisa estar acompanhando de perto”, afirmou.
O parlamentar lembrou que vereadores já estiveram reunidos com a Prefeitura para acompanhar a chegada de novos ônibus e ressaltou que a Câmara tem recebido cobranças da população sobre as condições do transporte coletivo.“Temos sido grandes vozes da problemática do transporte, no sentido de que nós estamos sendo cobrados pela população que faz uso desse transporte”, declarou.
Além da renovação da frota, Felipe Tchê destacou a necessidade de melhorar a estrutura destinada aos passageiros, especialmente as condições das paradas de ônibus.“Não é só o transporte em si, com os carros novos que estão chegando, mas também o acondicionamento das pessoas nas paradas de ônibus”, afirmou.
Ao final, o vereador disse esperar que a mudança de empresa represente uma melhoria efetiva no serviço oferecido aos usuários do transporte público de Rio Branco.
“Ficamos esperançosos de que, de fato, com essa nova empresa, novos dias virão e uma nova condição para o transporte público, principalmente para o usuário do transporte público no município de Rio Branco”, encerrou.
Saimo Martins







