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Energisa diz que retirada de fios ocorreu em área irregular e teve apoio da PM em Rio Branco

Foto: rede social/divulgação

A Energisa se manifestou nesta segunda-feira (14) sobre a retirada de fios realizada durante a manhã na área de ocupação localizada entre o Loteamento Jaguar e o Conjunto Ouricuri, em Rio Branco. A ação provocou protesto de moradores, que afirmaram ter ficado sem energia elétrica e relataram preocupação com a perda de alimentos e o impacto sobre famílias com crianças, pessoas autistas e cadeirantes.

Entenda: Famílias ocupam rua após Energisa interromper energia em área invadida de Rio Branco

Em nota encaminhada à reportagem, a concessionária afirmou que a área não possui rede elétrica regular e classificou o local como uma ocupação irregular. Segundo a empresa, por essa razão, não é possível realizar ligações ou regularizações de fornecimento de energia no local.

A Energisa informou ainda que a ação contou com apoio da Polícia Militar para garantir a segurança das equipes e da comunidade durante a execução dos serviços. Diferentemente do relato apresentado por moradores, que afirmaram ter havido tensão durante a retirada dos fios e mencionaram o uso de spray de pimenta, a empresa declarou que a operação ocorreu sem registro de ocorrências envolvendo as famílias da região.

Segundo a concessionária, a regularização do fornecimento de energia depende da comprovação da posse dos imóveis e do cumprimento das exigências dos órgãos competentes.

A empresa também afirmou que o combate às ligações clandestinas é uma obrigação legal das distribuidoras de energia. Conforme a Energisa, a Resolução Normativa nº 1.000/2021 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) permite a interrupção do fornecimento em casos de ligação clandestina sem a necessidade de aviso prévio.

A concessionária reforçou que ligações clandestinas também representam riscos à população. A empresa afirma que o furto de energia é crime e pode provocar choques elétricos, incêndios, acidentes graves e interrupções no fornecimento, além de comprometer a qualidade da energia para consumidores atendidos regularmente.

Mais cedo, moradores da área realizaram uma manifestação na principal do bairro Eldorado. Uma das moradoras, Camila Andrade, afirmou que mais de 150 famílias vivem na região e questionou a retirada dos fios sem uma negociação prévia. “Não podemos ficar sem energia e as nossas comidas estão todas estragando”, relatou.

Camila também afirmou que algumas famílias vivem na área há cerca de oito anos e defendeu uma alternativa para que os moradores possam regularizar o fornecimento.

A Energisa, por sua vez, sustenta que a situação só poderá ser regularizada após a comprovação da posse dos imóveis e o atendimento das exigências legais e administrativas para implantação do serviço.

Veja a nota na íntegra:

A Energisa informa que a invasão localizada entre o Loteamento Jaguar e Conjunto Ouricuri, em Rio Branco, não possui rede elétrica regular da distribuidora, por se tratar de uma área de ocupação irregular.

Por esse motivo, a ação realizada nesta segunda-feira (14/09) contou com o apoio da Polícia Militar, garantindo a segurança das equipes e da comunidade durante a execução dos serviços. A distribuidora destaca que a operação ocorreu sem o registro de ocorrências envolvendo as famílias da região.

A distribuidora esclarece que, conforme a legislação vigente, não é possível realizar ligações ou regularizações de fornecimento de energia em áreas de ocupação irregular. A regularização do atendimento está condicionada à comprovação da posse dos imóveis e ao atendimento das exigências dos órgãos competentes.

A Energisa reforça ainda que o combate às ligações clandestinas é uma obrigação legal das distribuidoras de energia. Além disso, a Resolução Normativa nº 1.000/2021 da ANEEL, estabelece que não é necessário aviso prévio para realizar o corte de energia em casos de ligação clandestina.

Por fim, a empresa destaca que o furto de energia é crime, e traz sérios riscos à população, podendo causar choques elétricos, incêndios, acidentes graves e interrupções no fornecimento, além de comprometer a qualidade da energia para os clientes atendidos regularmente.

 

Whidy Melo

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