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Rio Branco aprova Plano Municipal de Turismo e prevê zoneamento e plano de marketing até 2028

Foto: Vitória Souza/Secom

A Prefeitura de Rio Branco aprovou o Plano Municipal de Turismo (PMT) para o período de 2025 a 2030, documento que estabelece diretrizes para o desenvolvimento do setor turístico da capital acreana nos próximos anos. O plano foi oficializado pelo Decreto nº 1.887, de 16 de setembro de 2026, assinado pelo prefeito Alysson Bestene (Progressistas).

O documento passa a funcionar como instrumento de planejamento e desenvolvimento turístico do município e deverá ser executado pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Tecnologia e Inovação (SDTI), em articulação com o Conselho Municipal de Turismo (COMTUR) e outros órgãos envolvidos na política municipal do setor.

Entre as medidas previstas está a elaboração de um Zoneamento Turístico de Rio Branco. A SDTI terá prazo de até 24 meses para identificar, avaliar e mapear as potencialidades e vulnerabilidades relacionadas ao uso turístico das áreas urbana e rural do município.

No mesmo prazo, a secretaria deverá elaborar um Plano de Marketing Turístico, com estudo sobre a demanda turística atual e potencial, estratégias de mercado e ações para promoção de Rio Branco como destino.

O Plano Municipal de Turismo deverá ser revisado pelo menos a cada dois anos e deverá ser compatibilizado com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA). O decreto ressalta que a execução das ações ficará condicionada à disponibilidade orçamentária e não implicará, por si só, aumento de despesas ou criação de órgãos públicos.

O plano apresenta o turismo como uma atividade capaz de gerar emprego e renda, estimular investimentos, fortalecer o comércio e os serviços e valorizar o patrimônio histórico, cultural e ambiental de Rio Branco.

O diagnóstico elaborado para o documento aponta que a capital possui atrativos ligados à história, cultura, natureza, gastronomia, eventos e à identidade amazônica. Entre os locais citados estão o Palácio Rio Branco, Mercado Velho, Gameleira, Parque Ambiental Chico Mendes, Museu dos Povos Acreanos, Catedral Nossa Senhora de Nazaré, Museu da Borracha, Teatro Plácido de Castro e Usina de Arte João Donato.

Na área de atrativos naturais, o plano destaca o Parque Ambiental Chico Mendes, Parque Horto Florestal, Parque Zoobotânico da Ufac, Área de Proteção Ambiental do Lago Amapá, Lago do Amor e o Geoglifo Jacó Sá.

O documento também cita eventos como ExpoAcre, Festival Pachamama, Círio de Nazaré, circuito de festas juninas, Carnaval, Baile do Havaí e Marcha para Jesus como componentes da oferta turística da capital.

O diagnóstico elaborado pelo município aponta que Rio Branco recebe cerca de 468,7 mil visitantes por ano e estima impacto econômico direto de aproximadamente R$ 277,6 milhões relacionado ao fluxo turístico.

O plano também contabiliza 23 empreendimentos de hospedagem cadastrados no Cadastur, além de 96 acomodações alternativas. Na área de alimentação, são aproximadamente 316 estabelecimentos, dos quais 48 estão formalmente cadastrados no Cadastur.

A cadeia turística inclui ainda 36 organizadoras de eventos, 28 estruturas de apoio para eventos, 13 locadoras de veículos, 30 transportadoras turísticas e 41 guias de turismo registrados no Cadastur.

O diagnóstico, porém, identifica dificuldades que precisam ser enfrentadas para ampliar a competitividade do destino. Uma pesquisa realizada em 2023 com 93 representantes do poder público, setor produtivo e sociedade civil apontou baixa articulação entre os atores e necessidade de fortalecimento da governança turística.

Segundo o plano, apenas 18,3% dos entrevistados afirmaram conhecer integralmente as propostas municipais para o setor, indicando uma fragilidade na comunicação institucional.

Entre os desafios identificados estão ainda a infraestrutura urbana, segurança pública, ambiente de negócios, conectividade aérea e fragilidade de políticas públicas voltadas ao turismo.

Por outro lado, os eixos relacionados à natureza, paisagem, cultura e tradição tiveram avaliações mais positivas. O documento aponta expectativas de crescimento principalmente nos segmentos de turismo cultural, de natureza, religioso e gastronômico.

O Plano Municipal de Turismo foi elaborado pela SDTI com participação de representantes dos setores público e privado e consulta ao COMTUR. A proposta utiliza metodologias do Programa de Desenvolvimento Econômico Local do Turismo (DEL Turismo) e dos chamados Destinos Turísticos Inteligentes (DTI).

O planejamento também prevê a participação do Fundo Municipal de Turismo (FUMTUR), instituído pela Lei Complementar nº 334/2025, como mecanismo de financiamento de projetos relacionados ao setor.

De acordo com o decreto, o Plano Municipal de Turismo de Rio Branco entra em vigor imediatamente e terá validade de planejamento até 2030, com revisões periódicas para adequação às mudanças no cenário turístico e às políticas orçamentárias do município.

Lucas Vitor

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