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Perícia descarta gravidez de estudante achada morta em prédio

Perícia descarta gravidez de estudante achada morta em prédio

Exame pericial afasta versão do irmão e confirma ausência de gestação em Isabelle Caracristi/Foto: Reprodução

A Perícia Forense do Ceará (Pefoce) descartou a suspeita de que a estudante de Direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, estivesse grávida quando morreu. A informação foi confirmada pelas advogadas Adriana Alves e Patrícia Viana, que representam a família da jovem, durante coletiva de imprensa na noite desta segunda-feira (21). A hipótese havia sido levantada anteriormente por um irmão da vítima.

Isabelle foi encontrada morta na noite de 13 de setembro em uma área comum do condomínio onde morava com o namorado, o advogado João Munhoz Neto, de 33 anos, e a família dele, no bairro Aldeota, área nobre da capital cearense. A Polícia Civil procura o homem, considerado foragido.

No domingo (20), agentes da Polícia Civil cumpriram mandado de busca e apreensão contra a mãe do suspeito, localizada na praia do Cumbuco, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza. Um celular e um tablet em posse dela foram recolhidos para análise pericial.

A mãe de Isabelle, Isorlanda Caracristi, relatou que trocou as últimas mensagens com a filha na noite do crime. Horas depois, sem conseguir retorno nas ligações para a estudante e para o genro — de quem recebeu um bloqueio no aplicativo de mensagens —, ela foi até o edifício. No local, a síndica informou que o corpo da estudante já havia sido recolhido ao Instituto Médico Legal (IML).

Conforme a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS-CE), as análises preliminares constataram traumas no corpo de Isabelle compatíveis com queda e impacto contra o solo. Os exames toxicológicos deram resultado negativo para a presença de drogas ou substâncias entorpecentes no organismo.

Na noite de domingo (20), peritos criminais retornaram ao prédio para novas coletas no imóvel onde o casal residia e nas áreas de uso comum. A equipe utilizou drones para mapear o topo do edifício e recolheu material genético para testes de DNA.

Os investigadores já mapearam a cronologia de deslocamento do casal na noite do ocorrido por meio das câmeras de segurança do condomínio. Quatro testemunhas já foram ouvidas e outras quatro têm depoimentos agendados. O telefone celular de Isabelle também passa por extração de dados.

Segundo a mãe da vítima, Isabelle conheceu o suspeito em julho deste ano, quando começou a estagiar no escritório de advocacia no qual ele atuava. O namoro começou dias após o primeiro contato profissional.

Isorlanda afirmou que o comportamento do homem passou a gerar preocupação semanas após o início do relacionamento. Em um dos episódios relatados pela mãe, o advogado tentou invadir a sala médica durante uma consulta ginecológica da estudante, sendo impedido por Isorlanda na recepção da clínica.

A reportagem tenta contato com a defesa de João Munhoz Neto. O espaço segue aberto para manifestação.

Redação ContilNet

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