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Flávio Bolsonaro nega plano de retirar título de Nossa Senhora Aparecida

Flávio Bolsonaro diz que, se eleito, manterá reajuste do Bolsa Família

A repercussão ocorreu após um comentário feito no programa “Em Pauta”, da GloboNews. — Foto: Reprodução

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) negou nesta quinta-feira (24) que defenda a retirada de Nossa Senhora Aparecida do título de padroeira do Brasil, após a circulação nas redes sociais de uma informação que o associava a uma proposta com esse objetivo.

“Eu defendo que os católicos, os evangélicos e que pessoas de qualquer fé possam exercer sua crença livremente. Não caiam em fake news, eu jamais tiraria Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil. Isso não cabe ao presidente”, afirmou Flávio.

A repercussão ocorreu após um comentário feito no programa “Em Pauta”, da GloboNews, sobre um movimento de setores evangélicos relacionado à possibilidade de mudança no título. O trecho passou a circular nas redes sociais associado à candidatura de Flávio. A emissora posteriormente corrigiu a informação e pediu desculpas.

Projeto citado é de 2007

A proposta mencionada na repercussão é o Projeto de Lei 2.623/2007, apresentado pelo então deputado federal Professor Victório Galli. O texto pretendia alterar a legislação que estabelece o feriado de 12 de outubro para substituir a expressão “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”.

O projeto não é de autoria de Flávio Bolsonaro e foi arquivado na Câmara dos Deputados. A ficha oficial da proposta registra a apresentação em dezembro de 2007 e o arquivamento da matéria.

A proposta também não previa simplesmente a retirada da homenagem à santa. A justificativa apresentada à época defendia a alteração da redação da lei sob o argumento de adequá-la ao princípio da liberdade religiosa e ao caráter laico do Estado brasileiro.

GloboNews fez correção

Após a repercussão do comentário, a GloboNews exibiu uma correção na edição da meia-noite e esclareceu que o projeto mencionado havia sido apresentado em 2007 e arquivado posteriormente.

A correção também foi compartilhada por Flávio Bolsonaro nas redes sociais. O episódio levou o candidato a afirmar que a informação que circulava sobre ele era falsa.

Candidato fala sobre liberdade religiosa

Na manifestação publicada nas redes sociais, Flávio afirmou defender a liberdade de culto para católicos, evangélicos e pessoas de outras religiões.

“Quem desrespeita a fé e o cristianismo é o Lula e a esquerda. É só procurar o que os aliados dele fazem mundo afora”, declarou o candidato.

A afirmação sobre Lula e seus aliados foi feita por Flávio no contexto da disputa eleitoral e não é apresentada como uma conclusão independente nesta reportagem.

O episódio ocorre em meio à presença do tema religioso no debate entre os candidatos à Presidência. A associação de Flávio ao assunto ganhou repercussão após declarações anteriores sobre a relação entre o Estado brasileiro e a fé cristã.

Até o momento, não há registro de participação de Flávio Bolsonaro na autoria ou tramitação do PL 2.623/2007, que permanece arquivado.

Redação ContilNet

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