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Aliados de Gladson, Aberson e coronel Messias devem ficar de fora do governo Mailza

Aberson Carvalho e coronel Messias/Foto: Reprodução

A reeleição da governadora Mailza Assis (PP) deve provocar uma verdadeira reformulação nos bastidores do Palácio Rio Branco. Figuras que ocuparam posições estratégicas durante o governo de Gladson Camelí e tiveram influência nas decisões da antiga gestão não devem encontrar espaço na administração que começa em janeiro de 2027.

A informação foi apurada pela reportagem do ContilNet, nesta segunda-feira (26), junto a fontes palacianas que acompanham as movimentações para a formação do novo governo.

Entre os nomes que devem ficar de fora está o ex-secretário de Estado de Educação, Aberson Carvalho. Considerado uma figura importante durante a gestão de Gladson, Aberson chegou a atuar no gabinete de Mailza e também no comando de sua campanha eleitoral, mas acabou se afastando da função.

Na reta final da disputa, o ex-secretário esteve bastante envolvido na campanha de Gladson Camelí. Apesar de sua trajetória dentro do grupo político, a informação obtida pela coluna é de que Aberson não terá espaço na nova composição administrativa da governadora.

Outro nome que deve ficar fora da estrutura governamental a partir de 2027 é o coronel José Messias, que ocupou a chefia de gabinete do ex-governador Gladson Camelí e atualmente exerce o cargo de secretário adjunto de Justiça e Segurança Pública.

Messias também integra a lista de figuras ligadas diretamente ao antigo núcleo de poder que, segundo as informações de bastidores, não devem ser aproveitadas na próxima gestão.

Distanciamento de Gladson?

A mudança, no entanto, pode ser ainda mais profunda do que a saída de dois nomes conhecidos da política acreana.

Uma fonte palaciana revelou ao ContilNet que a intenção de Mailza seria deixar de fora da nova administração as principais lideranças identificadas com Gladson Camelí. Caso se confirme, a movimentação representará uma alteração significativa na composição política e administrativa do governo.

O detalhe que chama atenção é que Gladson continua apoiando Mailza, mesmo diante da perspectiva de que aliados próximos ao ex-governador percam espaço na estrutura do Executivo estadual.

Nos bastidores, a possível reformulação levanta questionamentos sobre o espaço que Gladson terá nas decisões da próxima administração e sobre até que ponto Mailza pretende construir um governo com identidade própria, afastando-se do núcleo político que marcou a gestão de seu antecessor.

Reeleita para um novo mandato, Mailza terá a oportunidade de montar sua equipe desde o início, sem necessariamente preservar os compromissos e as indicações herdadas da administração anterior.

Se as informações forem confirmadas, a governadora dará um recado importante ao grupo político: o apoio de Gladson não será garantia de permanência no governo.

Por enquanto, as mudanças ainda são tratadas nos bastidores. Mas uma coisa já começa a ficar evidente: a Mailza que assumirá o governo em 2027 poderá ter ao seu lado personagens bem diferentes daqueles que ajudaram a construir a era Gladson Camelí no Acre.

Fonte: Contilnet

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