O Acre deu um passo significativo rumo à sustentabilidade e à segurança alimentar com a sanção do Programa Câmbio Verde, uma nova política pública que une preservação ambiental e combate à fome. Aprovada nesta quinta-feira (24), a iniciativa permitirá que moradores do estado troquem materiais recicláveis por alimentos em pontos específicos que serão implantados nas cidades acreanas.
A proposta, idealizada pela deputada estadual Michelle Melo (PDT), tem caráter permanente e será gerida por órgãos do governo estadual em parceria com cooperativas de catadores, organizações da sociedade civil e empresas privadas. O objetivo é duplo: incentivar a coleta seletiva e ao mesmo tempo oferecer suporte alimentar a famílias em situação de vulnerabilidade social.
De acordo com a nova legislação, resíduos como papel, plástico, papelão, vidro e metais poderão ser entregues pelos beneficiários cadastrados e convertidos em alimentos naturais, semi-elaborados ou processados, todos devidamente inspecionados e próprios para o consumo humano. Medicamentos, cosméticos e produtos derivados do tabaco estão excluídos das trocas.
Além de beneficiar diretamente as famílias participantes, o programa também promete movimentar a cadeia da reciclagem. O material recolhido será encaminhado às cooperativas cadastradas, contribuindo para a geração de renda indireta e para o fortalecimento da economia circular no estado.
A participação no Câmbio Verde exigirá um cadastro prévio, garantindo maior controle, transparência e eficiência na distribuição dos alimentos e no gerenciamento dos resíduos recicláveis. O programa ainda permitirá doações de pessoas físicas e jurídicas, que deverão ser formalizadas por meio de termos específicos para assegurar a legalidade e o bom uso dos recursos.
Segundo a deputada Michelle Melo, o Câmbio Verde representa uma resposta concreta aos desafios sociais e ambientais enfrentados pela população acreana. “Este é um projeto que transforma realidades, porque valoriza o meio ambiente e cuida das pessoas”, afirmou.
Agora, o governo estadual trabalha na definição dos pontos de troca e na estruturação logística para o início das atividades do programa, que deve se tornar uma referência nacional em políticas socioambientais.
Fonte: Contilnet








