A prisão deste sábado (20/9), em Brasília, trouxe de volta aos holofotes o nome de Lucas Ribeiro Leitão (foto em destaque), 30 anos, investigado pela Divisão de Proteção e Combate ao Extremismo Violento (DPCev) da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Ele é suspeito de planejar atentados em Brasília.
As postagens em redes sociais atribuídas a ele, em tom de convocação e ameaça, motivaram a operação de inteligência que resultou na detenção, a segunda em menos de um ano.
Segundo as investigações, Lucas é corretor de imóveis e tinha ligação com Fortaleza (CE). Em dezembro do ano passado já havia sido preso pela mesma divisão da PCDF, quando foi encontrado na Bahia, perto da divisa com Goiás, enquanto tentava deslocar-se em direção ao Distrito Federal.
À época, ele estava com uma faca e admitiu às autoridades a intenção de cometer um atentado em Brasília.
O que chamou atenção dos investigadores foram publicações públicas e em contas no Instagram em que Lucas combina linguagem de ameaça com referências a logística e violência organizada.
Trechos citam ideias de mobilização e destruição: “Já temos um primeiro país para conquistar. Portugal”, “tem ogiva pronta para destruir a metade desse país”, “quero levar esse meninos que já estão com sangue nas mãos… Vamos para uma guerra”, “aqui em Brasília vai ser rápido (tempo e espaço)”. Além de convocatórias para encontros em rodovias e menções a “virar o ano no presídio com eles”.
As publicações levaram a DPCev a classificar o caso como potencial ameaça. “Estávamos monitorando e conseguimos detectar que ele demonstrou o mesmo comportamento do ano passado, exteriorizando a vontade de vir a Brasília e proferir ataque às instituições”, disse Fabrício Borges delegado chefe da Divisão de Prevenção e Combate ao Extremismo Violento.
Prisão anterior
Em 29 de dezembro, durante a primeira prisão, Lucas disse à polícia que planejava usar “táticas militares” no ataque e que pretendia “botar fogo” na capital. Na ocasião ele foi detido com uma faca e levado ao Distrito Federal, onde passou por audiência de custódia.
“Ele foi preso temporariamente aquela vez, e como não ficou comprovado a prática de nenhuma crime, não respondeu a processo crime. Ele estava livre, passando por tratamento psiquiátrico, e trabalhando”, detalha Borges.
Fonte: Metrópoles








