MPAC admite falha em painel que indicava aumento no número de detentos no Acre

Sede do MPAC/Foto: Reprodução

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) esclareceu, por meio de nota oficial, que houve um erro técnico nos dados sobre o número de presos no Acre divulgados recentemente no painel de indicadores de violência do Observatório de Análise Criminal do Núcleo de Apoio Técnico (NAT). A falha gerou uma leitura incorreta que indicava aumento expressivo na população carcerária acreana.

Segundo o MPAC, a inconsistência foi identificada após a publicação da matéria do ContilNet, na última segunda-feira (3), intitulada “Explosão carcerária: número de presos no Acre dispara 45% em um ano e ultrapassa 8 mil”, que utilizou informações do referido painel.

A análise técnica do Observatório apontou que a distorção foi causada por uma falha na leitura automática dos dados, provocada por mudanças na nomenclatura das unidades prisionais do estado, implementadas a partir de agosto de 2025.

Essas alterações impediram que o sistema reconhecesse as novas denominações e aplicasse corretamente a rotina de exclusão dos presos monitorados eletronicamente, o que fez com que eles fossem contabilizados indevidamente no total de encarcerados. Com isso, os números de 2025 passaram a incluir pessoas sob monitoramento, enquanto as séries históricas anteriores consideravam apenas detentos em unidades físicas, gerando, assim, uma variação artificial de cerca de 45%.

Órgão informou que erro de leitura incluiu monitorados eletronicamente no total de presos/Foto: Ilustração

O MPAC informou que o NAT já corrigiu a base de dados, reprocessando as informações para restabelecer o critério original de exclusão dos monitorados eletronicamente. A instituição confirmou que o suposto aumento não representa a realidade e que o painel atualizado já reflete os números corretos.

LEIA A MANIFESTAÇÃO DO IAPEN: Iapen contesta dados do MP e diz que número de detentos no Acre diminuiu em 2025

Em nota, o órgão concluiu que a discrepância não indica crescimento real da população carcerária, mas apenas um erro técnico de leitura e compatibilização de dados, já devidamente solucionado.

Nota: MPAC esclarece inconsistência em painel de indicadores de violência sobre efetivo carcerário do Acre

O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), por meio do Observatório de Análise Criminal do Núcleo de Apoio Técnico (NAT), informa que foi identificada uma inconsistência técnica no painel de indicadores de violência, especificamente no gráfico denominado “Histórico do Efetivo Carcerário com Exceção dos Monitorados Eletronicamente – Referente ao Mês Selecionado”.

A inconsistência foi constatada após a publicação, em 3 de novembro de 2025, de matéria no portal Contilnet intitulada “Explosão carcerária: número de presos no Acre dispara 45% em um ano e ultrapassa 8 mil”, que utilizou dados provenientes do referido painel.

A análise técnica do Observatório apontou que a distorção decorreu de uma falha de leitura automática gerada por alterações na nomenclatura das unidades prisionais do Estado, implementadas a partir de agosto de 2025. Essas modificações impediram que a rotina automatizada de exclusão dos monitorados eletronicamente reconhecesse as novas denominações, ocasionando a inclusão indevida desses casos no total de presos.

Como consequência, as séries históricas anteriores, que contabilizavam apenas pessoas privadas de liberdade em unidades físicas, passaram a ser comparadas com dados de 2025 que incluíam também os monitorados eletronicamente, produzindo uma variação artificial de aproximadamente 45% no número total de pessoas privadas de liberdade.

O Observatório adotou as medidas corretivas necessárias, ajustando a base de dados para reconhecer as novas nomenclaturas das unidades prisionais e reprocessando as séries históricas com a manutenção do critério original de exclusão dos monitorados eletronicamente.

Dessa forma, esclarece-se que a discrepância identificada não reflete um aumento real do número de pessoas encarceradas no Acre, mas sim um erro técnico de leitura e compatibilização de dados.

Fonte: Contilnet

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