“Nenhum clima para anistia”, diz vice-líder do governo Lula na Câmara

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Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O vice-líder do governo Lula na Câmara, Rogerio Correia, afirmou que não há “nenhum clima” para anistia. Nesta terça-feira (25/11), o deputado federal rejeitou a ideia o avanço deste projeto de lei, que consiste em viabilizar a liberdade de Jair Bolsonaro e dos condenados pelo 8 de Janeiro.

“Nenhum clima, nem no Congresso, eu diria, e nem no Supremo. A anistia é inconstitucional. Já há jurisprudência disso. Eu citei aqui o caso da [Nelson] Vieira. Ele não pôde ter indulto porque cometeu um crime contra a democracia, e isso é cláusula pétrea da Constituição, não pode ser alterado. Todo mundo sabe disso”

O parlamentar petista de Minas Gerais estava palestrando em uma instituição próximo a superintendência da Polícia Federal (PF), onde o ex-presidente está preso preventivamente. Correia declarou que “não resistiu” e teve que conferir como estava a movimentação do local.

A rejeição de Correia acontece após o senador Flávio Bolsonaro (PL), visitar o pai na prisão da PF. O filho 01 do ex-presidente declarou que Bolsonaro fez um pedido “direto” aos presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, para pautarem a anistia.

O vice/líder do governo petista na Câmara ainda afirmou que a possibilidade de um aceno positivo à anistia criaria uma crise institucional e ainda avaliou que os presidentes dos órgãos de poder do Brasil também condenariam a ideia.

“Eu tenho certeza que o presidente Hugo Motta não vai criar uma crise institucional apenas para que o Centrão acene para os bolsonaristas que querem o voto dele nas eleições do ano que vem. Seria uma atitude demagógica, intempestiva, antidemocrática e, ao mesmo tempo, eleitoral”, disse Correia.

A prisão de Bolsonaro precipitou a mobilização no Partido Liberal (PL). A associação aposta que a divisão entre Lula e a cúpula do Congresso será uma alavanca para que avancem propostas de anistia.

O Projeto de Lei da Dosimetria, como foi chamado depois de ir para a relatoria de Paulinho da Força, apenas revisaria penas aplicadas em seus processos.

Fonte: Metrópoles

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