O traficante Gabriel Dias de Oliveira (foto em destaque), conhecido como Índio do Lixão, foi transferido do Presídio Federal de Mossoró (RN) para o presídio de segurança máxima Bangu 1, na Zona Oeste do Rio, na última sexta-feira (5/12).
A Secretaria de Administração Penitenciária confirmou a movimentação à coluna e informou que a mudança segue protocolo de gestão de risco envolvendo lideranças do crime organizado.
Índio do Lixão foi preso em setembro, na mesma operação que levou à prisão do ex-deputado Thiego Raimundo dos Santos Silva, o TH Joias, apontado pela Polícia Federal como um dos interlocutores políticos do Comando Vermelho.
“Seu pedido é uma ordem”
As investigações indicam que Gabriel exercia a função de articulador da facção e mantinha interlocução direta com o parlamentar.
Intercepções telefônicas realizadas pela PF revelam a proximidade entre os dois. Em um dos áudios, de julho de 2024, TH Joias atende a um pedido de Gabriel e afirma: “Seu pedido é uma ordem. Eu trabalho pra você.”
A resposta gerou reação imediata do traficante, que repreende o deputado: “Para dessa palhaçada de falar que trabalha pra mim. Tô trabalhando pras tuas contas aqui.”
Para os investigadores, o diálogo evidencia que TH atuava como uma espécie de representante político do CV, atendendo interesses da facção mesmo depois de empossado como deputado estadual.
A PF apura ainda encontros presenciais e intermediação de pagamentos, entre eles um Pix solicitado pelo próprio TH destinado a Luciano Martiniano da Silva, o Pezão, atual chefe do CV no Complexo do Alemão.
TH Joias está preso desde setembro, quando teve o gabinete e a casa vasculhados pela PF.
Ele nega qualquer ligação com o crime organizado e afirma ser vítima de perseguição política. A defesa critica a falta de acesso integral aos autos e diz confiar no esclarecimento dos fatos.
Fonte: Metrópoles







