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Abertura do Inova Amazônia Summit expõe desafios a serem superados

Evento reúne instituições públicas, organizações não governamentais e empresas para debater sobre bioeconomia na região amazônica. (Foto: Sebrae)

A Amazônia brasileira está bem misturada em cerca de 90 pedaços nas imediações do Centro de Convenções da Universidade Federal do Acre. O espaço foi completamente transformado pelo Sebrae. Até o espaço de apresentações culturais e realização de eventos acadêmicos, chamado burocraticamente de “Teatro Universitário”, passou a se chamar afetuosamente de “Teatro Povos da Floresta”. O ambiente foi completamente modificado pela Sebrae para receber o Inova Amazônia Summit, o evento que reúne uma complexa teia composta de instituições públicas, privadas e organizações da sociedade civil para oferecer novos rumos para a bioeconomia.

Tudo dialoga com essa ideia. A arquitetura do lugar deu espaço a uma estética amazônida por excelência. A cor ocre, amadeirada, com sons da floresta ouvidos por ouriços e com paredes sustentadas por tabocas prevalece em todos os espaços cheios de sabores e encantos.

O açaí é apresentado em vários recortes: da geleia ao vinho, passando pelo licor. A floresta é apresentada em um recorte de realidade virtual com aqueles óculos que tomam metade do rosto do visitante, gravado “Google” no velho modelo daquelas “canetinhas de fogo” usadas em feiras hippies de outros tempos.

O pórtico com o nome do evento Inova Amazônia Summit levantado na entrada que dá acesso à reitoria impede até a entrada dos ônibus no campus. Tudo ali foi transformado para receber o evento, incluindo as simpáticas ocas onde acontecem encontros e debates paralelos às palestras mais concorridas.

Na abertura oficial do evento, um enorme painel de led sustentou os convidados do evento, apresentando a fauna, a flora e o povo da Amazônia. Da diretoria do Instituto Nacional da Propriedade Intelectual, passado pelo presidente nacional do Sebrae, Rodrigo Soares, até a diretoria do Sebrae Acre, incluindo um deslocado presidente do Conselho Deliberativo Estadual do Sebrae no Acre, Assuero Veronez, tudo na Ufac sugere o fortalecimento da economia de base florestal.

É um evento polêmico por natureza. Aos que não acreditam na floresta como um ativo econômico, o evento aposta em um modelo equivocado. Aos que defendem a preservação e conservação, o Inova Amazônia Summit mascara a exploração com a camada refinada e de apelo universal da sustentabilidade.

Os 90 pequenos negócios que estão sendo apresentados e os cerca de 140 convidados têm o desafio, nesta quarta edição do Inova Amazônia Summit, sediada na Ufac, de superar os R$ 2,1 milhões em negócios que foram formalizados na edição 2025 em Macapá, no Amapá.

Até este sábado (19), a proposta é fazer o debate sobre bioeconomia próximo da comunidade acadêmica. Um dos desafios postos, por exemplo, foi o de aumentar o número de patentes registradas formalmente pelas instituições e empresas da Amazônia Legal. Sair de pouco mais de 80 e chegar a cerca de 200 é um avanço ainda tímido para quem necessita construir uma Amazônia preservada e produtiva. Enquanto se observar essas duas condições contraditórias, o Inova Amazônia Summit será necessário.

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