A morte de um acreano durante uma ação do Batalhão de Choque, em Campo Grande (MS), ganhou repercussão após versões conflitantes sobre o ocorrido. Douglas Souza do Nascimento, de 34 anos, foi baleado durante uma abordagem iniciada após policiais identificarem supostos pés de maconha no quintal da residência. As informações são do site Campo Grande News.
Enquanto a polícia afirma que ele reagiu armado, familiares e testemunhas alegam que o homem não ofereceu resistência e já vinha sendo ameaçado dias antes do episódio.
A abordagem policial que terminou com a morte de Douglas Souza do Nascimento ocorreu na manhã de sexta-feira (27), no bairro Jardim Centro-Oeste, na capital sul-mato-grossense. Segundo informações do boletim de ocorrência, equipes do Batalhão de Choque realizavam patrulhamento em uma área de ocupação irregular quando avistaram, por cima do muro de um imóvel, o que aparentava ser uma plantação de maconha.
Diante da suspeita, os policiais entraram no terreno para realizar a abordagem. Ainda conforme o registro oficial, Douglas estaria no interior da residência e, ao perceber a presença dos militares, teria sacado uma arma de fogo e apontado em direção à equipe, mesmo após ordens para que largasse o armamento. Os policiais então efetuaram disparos para conter a suposta ameaça.
Douglas foi atingido na região do tórax e chegou a ser socorrido com vida por uma equipe da Polícia Militar até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) das Moreninhas, mas não resistiu aos ferimentos. A morte foi confirmada pouco depois pelo médico plantonista.
No local, foram apreendidos um revólver calibre .38, com seis munições intactas, e dois pés de maconha, que foram encaminhados à Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar) para análise. A arma utilizada por um dos policiais, uma pistola calibre 9 milímetros, também foi recolhida para perícia.
Douglas era conhecido como “Mancha” e, segundo a polícia, era investigado por suposta ligação com uma facção criminosa e por um possível plano de ataque contra policiais penais. O caso foi registrado como tráfico de drogas, morte decorrente de intervenção legal de agente do Estado, porte ilegal de arma de fogo e tentativa de homicídio contra agente público.
Apesar da versão oficial, familiares e moradores da região contestam a narrativa policial. No local, parentes afirmaram que Douglas não estava armado no momento da abordagem e que teria sido surpreendido pelos disparos. Testemunhas relataram que ele teria implorado para não ser baleado.
A família também afirma que o acreano vinha sendo ameaçado de morte dias antes do ocorrido. Segundo relatos, ele teria sido abordado anteriormente e advertido a deixar a área onde morava. As circunstâncias dessas supostas ameaças ainda não foram esclarecidas.
O caso está sob investigação da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, que deve apurar as circunstâncias da ação policial, incluindo a dinâmica dos disparos e a veracidade das versões apresentadas.
Fonte: Contilnet








