A advogada Raimunda Queiroz cumpre, nesta sexta-feira (15), o segundo dia de uma caminhada de protesto ao longo da BR-317, entre os municípios de Epitaciolândia e Xapuri. O ato tem como objetivo dar visibilidade às denúncias de seringueiros e extrativistas que vivem no interior da Reserva Extrativista (Resex) Chico Mendes, que relatam um cenário de pressão institucional e falta de assistência por parte do governo federal.
Segundo informações compartilhadas em rede social da jurista, as famílias tradicionais enfrentam uma onda de notificações de despejo, embargos de propriedades e multas aplicadas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A estimativa é de que o impasse jurídico e administrativo atinja diretamente cerca de 12 mil pessoas instaladas nos seringais da unidade de conservação.
A caminhada, que percorre um dos trechos mais simbólicos da história do ambientalismo acreano, busca contestar a rigidez das fiscalizações que, de acordo com os moradores, desconsideram a realidade socioeconômica de quem nasceu e trabalha na floresta. Os extrativistas alegam que as punições inviabilizam a agricultura de subsistência e a pecuária de pequena escala, empurrando as comunidades para o isolamento econômico.
O percurso a pé deve ser concluído neste sábado (16), com a chegada da advogada à zona urbana de Xapuri, berço histórico das lutas lideradas por Chico Mendes na década de 1980.
Fonte: Contilnet








