Alcolumbre se reúne hoje com centrais sindicais e autores da PEC da 6×1

Alcolumbre se reúne hoje com centrais sindicais e autores da PEC da 6×1

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), se reúne nesta quarta-feira (1º) com centrais sindicais e com os deputados que foram autores da PEC (proposta de emenda à Constituição) que tramita no Congresso Nacional sobre o fim da escala 6×1.

O texto em debate no Legislativo foi proposto pelos deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Érika Hilton (Psol-SP). O encontro está marcado para ocorrer às 8h, na Residência Oficial da presidência do Senado.

O Palácio do Planalto espera que o encontro resulte no avanço da proposta no Senado. Alcolumbre chegou a dizer que precisava de uma conversa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e uma reunião com os líderes da Casa Alta antes de enviar o texto à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). No entanto, nenhum desses encontros aconteceu.

Desde que foi aprovado pela Câmara dos Deputados, em maio, o texto segue sem previsão de análise do Senado, onde a proposta está parada há mais de um mês.

A partir do encontro desta terça, o principal desafio será a construção de acordo para definir o cronograma da pauta. O governo tem como meta aprovar o texto antes das eleições.  O presidente do Senado, no entanto, tem evitado cravar qualquer prazo para avançar com a PEC e reiterado que não pretende votar o texto “às pressas”, sob o argumento de que Senado não pode ser apenas uma Casa “carimbadora” da Câmara.

Na terça-feira (30), Alcolumbre disse, sem citar nomes, que autoridades têm “subido em trios elétricos” para ofender senadores e pressionar pela votação da proposta. Ele criticou “pressões” e “ataques” contra ele e se disse contra votar textos que serão usados às vésperas da corrida eleitoral.

Além da reunião desta quarta, uma sessão temática no plenário do Senado para debater o fim da 6×1 também deve ocorrer às 10h. Será a primeira discussão formal da PEC desde o envio do texto à Casa Alta.

O que diz a proposta

A matéria reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 40 horas semanais e estabelece dois dias de descanso, sem reduções salariais. A redução ocorrerá no período total de 14 meses, em duas etapas com diminuição de duas horas: uma após 60 dias da formalização da nova emenda constitucional e outra depois de 12 meses.

Integrantes do setor produtivo são contrários à alteração e têm buscado Alcolumbre para negociar. Empresários temem riscos de impacto econômico com o possível aumento dos custos de produção e, por isso, reivindicam uma compensação financeira para implementar a redução.

A equipe econômica do governo, no entanto, argumenta que a mudança não deve trazer impacto e permitirá ganho de produtividade com a melhoria na qualidade de vida da força de trabalho.


Conteúdo reproduzido originalmente em: CNN Brasil por lorenzosantiago

 

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