A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a atualização da composição das vacinas contra a Covid-19 que são utilizadas em todo o território nacional. A medida, publicada por meio de instrução normativa no Diário Oficial da União, tem como objetivo otimizar a resposta do organismo humano diante das linhagens mais recentes do coronavírus em circulação no país.
A decisão técnica fundamenta-se em evidências científicas que demonstram que a eficiência da proteção gerada pelo sistema imunológico é significativamente maior quando a formulação do imunizante apresenta proximidade genética com as variantes ativas no ambiente.
A principal alteração estrutural determinada pela autarquia federal dita que os futuros imunizantes a serem integrados ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) deverão ser monovalentes, ou seja, desenvolvidos especificamente para combater uma única linhagem do vírus.
O desenho das novas doses deve seguir critérios laboratoriais específicos:
Para mitigar o risco de desabastecimento na rede pública e privada de saúde, a Anvisa estabeleceu uma regra de transição para o manejo dos estoques atuais. Os lotes das vacinas de versões anteriores que já foram fabricados ou distribuídos não serão descartados de imediato. A aplicação dessas unidades remanescentes está autorizada por até nove meses após a homologação das novas versões, salvo nova determinação em contrário do órgão regulador.
A atualização periódica das vacinas tornou-se necessária devido às sucessivas mutações estruturais que o coronavírus sofreu nos últimos anos. Embora as vacinas tradicionais mantenham índices satisfatórios de proteção contra hospitalizações e óbitos, a nova composição assegura um bloqueio mais robusto contra o contágio pelas cepas contemporâneas.
O Ministério da Saúde e os órgãos sanitários estaduais reforçam que a manutenção do esquema vacinal atualizado permanece direcionada de forma prioritária aos grupos considerados de maior vulnerabilidade clínica:
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Pessoas idosas;
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Gestantes e puérperas;
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Portadores de comorbidades crônicas;
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Indivíduos imunossuprimidos;
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Profissionais de saúde que atuam na linha de frente do atendimento médico.
Fonte: ContilNet







