Após ataque, escolas retomam aulas com detectores e polícia

Após ataque, escolas retomam aulas com detectores de metais e policiamento
O debate sobre segurança nas escolas ganhou força após o ataque | Foto: ContilNet

O retorno das aulas na rede pública estadual do Acre nesta quarta-feira (13) ocorreu sob novas medidas de segurança após o ataque registrado no Instituto São José, em Rio Branco, onde duas servidoras foram mortas por um estudante de 13 anos na última semana.

O ContilNet acompanhou a volta às aulas no Colégio Estadual Barão do Rio Branco (CERB), uma das instituições mais tradicionais da capital. Logo na entrada da escola, os mais de 400 alunos passaram por detectores de metais. Em alguns casos, também houve revista nas mochilas.

A coordenação da unidade informou que o cronograma de retorno começou ainda na terça-feira (12), com uma reunião entre a escola e os pais dos estudantes. Já nesta quarta, os alunos devem participar de um momento de acolhimento na quadra da instituição, com conversa voltada ao combate ao bullying e à cultura de paz.

Não há confirmação de que todas as escolas da rede pública retomaram as atividades com detectores de metais. O Instituto São José, onde ocorreu a tragédia, ainda não voltou às aulas e segue um cronograma específico definido pelo governo do Estado.

O debate sobre segurança nas escolas ganhou força após o ataque. Na terça-feira (12), o secretário estadual de Educação, Reginaldo Prattes, afirmou ao ContilNet que é contrário à instalação de detectores fixos nas entradas das unidades de ensino.

“Não vai se transformar em presídio”, declarou.

A escola retomou as atividades com segurança reforçada | Foto: ContilNet

A escola retomou as atividades com segurança reforçada | Foto: ContilNet

A declaração ocorreu mesmo após a repercussão da Lei nº 4.092, sancionada em abril de 2023 pelo então governador Gladson Camelí. A norma, de autoria do deputado estadual Chico Viga, tornou obrigatória a instalação de detectores de metais em escolas públicas e privadas do Acre, além de prever inspeções visuais em bolsas e objetos pessoais em situações específicas.

Segundo Prattes, a Secretaria de Educação já realiza investimentos em segurança desde 2023. De acordo com ele, mais de 200 escolas receberam recursos para compra de raquetes detectoras de metais, câmeras e outros equipamentos por meio do programa PP10 Escola Civil.

O secretário também informou que o Estado mantém gastos mensais de R$ 1,8 milhão com guarda armada e de R$ 1,5 milhão com serviços de portaria e controle de acesso nas unidades escolares.

“A escola não é ambiente de arma, não é ambiente violento. A escola é ambiente de ensino e aprendizagem, de cultura de paz”, afirmou o secretário durante a entrevista.

Fonte: Contilnet

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