Em entrevista exclusiva ao ContilNet, o senador Marcio Bittar (PL-AC) explicou sua ausência na votação sobre o fim da escala de trabalho 6×1, realizada na última quarta-feira (14), e afirmou que decidiu não participar por considerar o assunto complexo e com possíveis consequências para a economia brasileira.
O parlamentar também acusou o Partido dos Trabalhadores (PT) de utilizar a proposta como estratégia eleitoral.
Questionado sobre a ausência durante a votação, Bittar afirmou que estava no Acre, participando de atividades de campanha, e que optou por não registrar seu voto diante das dúvidas sobre os impactos da mudança na jornada de trabalho.
“Eu tô no Acre, tô em campanha. Esse é um assunto muito polêmico. Não era para ser votado agora, então eu preferi não votar. Não quero me arrepender. Raríssimas vezes que eu não me posicionei, essa foi uma”, declarou.
O senador criticou a condução política da discussão e acusou o PT de tentar obter vantagens eleitorais com a proposta de alteração da escala de trabalho.
“Eu acho que, descaradamente, o PT tá usando isso de forma eleitoreira, tá querendo comprar uma eleição”, afirmou.
Senador alerta para impactos na economia
Durante a entrevista, Marcio Bittar argumentou que o fim da escala 6×1 pode provocar impactos significativos no setor de serviços e nas pequenas e microempresas, especialmente pela necessidade de contratação de novos funcionários para reorganizar as jornadas de trabalho.
Segundo o parlamentar, a proposta exige uma discussão mais aprofundada sobre seus possíveis efeitos econômicos antes de avançar no Congresso Nacional.
“É um tema muito, muito, muito, muito sério. Isso mexe com o setor de serviços, são milhões de brasileiros de pequenas e microempresas que serão afetados, vão ter que contratar mais pessoas, isso vai afetar a economia”, argumentou.
Bittar também criticou o momento escolhido para a votação e afirmou que não queria participar de uma decisão sobre a qual ainda não havia formado uma posição definitiva.
“É um tema sério demais para ter sido votado da maneira como foi votado, então eu preferi não colocar a minha digital nisso”, disse.
Ao concluir, o senador reforçou que sua ausência foi uma escolha diante das incertezas que, segundo ele, ainda cercam a proposta.
“Não tenho certeza de uma coisa, melhor não votar”, finalizou.
A discussão sobre o fim da escala 6×1 envolve propostas de redução da jornada semanal de trabalho e ampliação dos períodos de descanso dos trabalhadores. O tema tem provocado debates entre parlamentares, representantes do setor produtivo e entidades de trabalhadores, especialmente sobre os efeitos da mudança nas relações de trabalho e na economia.
Fonte: Contilnet







