O ex-zagueiro Hércules Brito Ruas, conhecido no cenário do futebol mundial apenas como Brito, morreu na tarde desta quinta-feira (11), aos 86 anos, na cidade do Rio de Janeiro. Titular absoluto da histórica seleção brasileira que conquistou o tricampeonato na Copa do Mundo de 1970, o ex-atleta estava hospitalizado desde o dia 14 de maio em decorrência de complicações provocadas por um quadro severo de pneumonia.
Brito cimentou seu nome na história do esporte ao participar de duas edições do torneio mundial. Ele esteve presente no grupo que disputou a Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra, e atingiu o ápice de sua trajetória profissional quatro anos mais tarde, no México. Sob o comando de Mário Jorge Lobo Zagallo, o defensor jogou todas as sete partidas da campanha invicta da Seleção de 1970. Além da medalha de ouro, ele foi condecorado pela comissão técnica internacional com o prêmio de jogador com o melhor preparo físico daquele Mundial, superando atletas de elite da Europa.
A trajetória do defensor com a camisa amarela começou em 1964, quando recebeu a missão de assumir a titularidade e a liderança da área no lugar de Bellini —capitão e bicampeão do mundo nas Copas de 1958 e 1962. Brito defendeu o Brasil de forma contínua até 1972, tornando-se referência de vigor e imposição técnica.
Revelado nas divisões de base do Vasco da Gama em 1955, Brito construiu uma identificação profunda com o clube de São Januário. Após uma breve passagem por empréstimo pelo Internacional entre 1958 e 1959, retornou ao time cruz-maltino, onde permaneceu por uma década completa, de 1959 a 1969. No final dos anos sessenta, o zagueiro transferiu-se para o rival Flamengo.
O miolo de zaga da seleção de 1970 foi composto enquanto ele defendia as cores do Cruzeiro, clube pelo qual atuou naquele ano. Em 1971, o atleta acertou seu retorno ao Rio de Janeiro para vestir a camisa do Botafogo, equipe onde se estabeleceu até 1974.
Ao longo de sua vasta carreira profissional, que se estendeu por quase 25 anos, Brito também registrou passagens por grandes camisas do futebol brasileiro, como Corinthians e Athletico Paranaense, além de defender o Democrata de Governador Valadares (MG) e o River (PI). No mercado exterior, defendeu o Montreal Castors, do Canadá, e o Deportivo Galicia, da Venezuela. O atleta pendurou oficialmente as chuteiras em 1979, atuando pelo clube piauiense. Detalhes sobre o velório e o sepultamento do ídolo nacional ainda não foram divulgados pelos familiares.
Fonte: ContilNet







