Casamentos crescem no país e Acre supera média regional

tribunal-diz-que-casamento-homoafetivo-deve-ser-reconhecido-em-toda-ue
Apesar de não figurar entre as maiores taxas do país, o Acre se destaca por permanecer acima da média do Norte/ Foto: Reprodução 

O comportamento matrimonial dos brasileiros voltou a chamar atenção com a atualização divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Embora o levantamento tenha como destaque nacional a alta de 0,9% nos casamentos civis, o Acre aparece em uma posição de destaque no Norte, mantendo taxa de 7 casamentos por mil habitantes número superior ao de estados vizinhos e muito acima do registrado em outras regiões tradicionais do país.

Ao lado de Tocantins, que também registrou 7,0, o Acre figura entre as unidades federativas com maior dinamismo nos cartórios da região Norte. Rondônia permanece na liderança (8,9), seguida do Distrito Federal (8,4). Em contraste, Roraima aparece com 5,5, índice mais baixo entre os estados nortistas e distante da movimentação acreana.

Enquanto isso, estados como Piauí (3,2), Sergipe (3,7) e Rio Grande do Sul (4,0) surgem nas últimas posições do ranking nacional, evidenciando o quanto fatores culturais e demográficos influenciam o ritmo de formalização das uniões civis.

Crescimento dos casamentos homoafetivos firma tendência nacional

A pesquisa também confirmou um marco importante: o país registrou 12.187 casamentos entre pessoas do mesmo sexo, o maior volume desde 2013, quando o CNJ proibiu cartórios de recusarem uniões homoafetivas. O aumento foi de 8,8% em relação ao ano anterior, impulsionado especialmente pelas uniões entre mulheres, que cresceram 12,1% e representaram 64,6% de todos os casamentos homoafetivos.

O Acre acompanha essa tendência, ainda que em menor escala absoluta por questões populacionais. Nos cartórios acreanos, a procura por formalização entre casais do mesmo sexo tem se mantido estável, mas segue a curva de crescimento nacional observada desde 2020.

Idade média ao casar reforça padrão nacional

Outro ponto revelado pelo IBGE é a faixa etária dos casamentos. No país, homens solteiros se casaram, em média, aos 31,5 anos, enquanto mulheres formalizaram a união aos 29,3 anos. Entre casais do mesmo sexo, as idades são mais altas: 34,7 anos para homens e 32,5 para mulheres.

No Acre, oficiais de cartórios apontam que o comportamento é semelhante: casais têm priorizado estabilidade financeira, formação educacional e organização da vida profissional antes de chegar ao casamento civil.

Acre mantém ritmo próprio no cenário nacional

Apesar de não figurar entre as maiores taxas do país, o Acre se destaca por permanecer acima da média do Norte e distante de índices baixos registrados em outras regiões. O padrão reforça características da dinâmica local, como população jovem, forte tradição familiar e interiorização dos serviços de registro civil.

Em um cenário nacional de leve alta nos casamentos, o estado segue marcando presença, mostrando que, mesmo com mudanças econômicas e culturais, ainda há espaço para novas uniões seja por tradição, escolha afetiva ou desejo de estabilidade social.

Fonte: Contilnet

Compartilhe

WhatsApp
Facebook
X
Threads
Telegram
Print
LinkedIn

Siga nossas Redes Sociais