O custo da cesta básica voltou a subir em Rio Branco e acendeu um alerta sobre o avanço dos preços dos alimentos na capital acreana. Levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Acre (Fecomércio-AC) mostra que o valor médio atingiu R$ 677,98 em abril de 2026, podendo chegar a R$ 766,06, a depender do estabelecimento.
A pesquisa considera 15 produtos essenciais para a alimentação de famílias de baixa renda e revela um cenário de pressão contínua no custo de vida. Entre os itens com maior impacto, a carne segue como principal responsável pelo peso no orçamento, somando R$ 228,35 no consumo mensal. Na sequência aparecem o leite, com R$ 81,50, e o café em pó, com R$ 63,96.
Outros produtos também contribuíram para a elevação do valor final, como banana (R$ 39,83), pão francês (R$ 37,65) e tomate (R$ 37,40). Os preços unitários ajudam a explicar o cenário: a carne foi encontrada a R$ 45,67 o quilo, o leite a R$ 8,15 o litro e o tomate a R$ 9,35 o quilo.
A alta recente reforça a tendência observada desde o início do ano. Entre janeiro e abril, a cesta básica acumulou aumento de 6,43%. Apenas na comparação entre março e abril, a elevação foi de 4,82%, indicando aceleração nos preços em um curto intervalo.
Alguns itens registraram aumentos expressivos. O leite teve alta de 72,30% no acumulado do ano e de 39,55% no último mês. A margarina também chamou atenção, com avanço de 112,87% no período, enquanto a batata subiu 65,27%.
Apesar de quedas pontuais, como no açúcar, que recuou 15,67%, e no óleo, com redução de 11,34%, as diminuições não foram suficientes para conter o avanço geral dos preços.
A variação entre os estabelecimentos também evidencia diferenças significativas. Em abril, a mesma cesta apresentou uma oscilação de 13,04% entre o menor e o maior valor, o que reforça a importância da pesquisa antes da compra.
O levantamento aponta, ainda, que os alimentos continuam sendo os principais responsáveis pela pressão no custo de vida, com impacto direto no consumo das famílias e nas escolhas feitas no dia a dia.
Fonte: Contilnet







