Do interior do Acre aos corredores de Brasília, o jornalista Chico Araújo transforma décadas de apuração, coragem e resistência em um relato contundente sobre o Brasil real. No livro “Memórias de um Repórter – Entre o Mimeógrafo e o Centro do Poder”, lançado recentemente, o autor revisita sua caminhada desde os seringais do Jordão até os bastidores do Congresso Nacional, narrando episódios que cruzam história, política e a luta pela verdade.
A obra é mais que autobiográfica é um retrato de um país em transformação visto pelo olhar de quem viveu a notícia. Araújo relembra a infância marcada pela pobreza e pela busca pela educação, o início nas primeiras redações do Acre e as coberturas que o levaram a expor esquemas de corrupção, tráfico e violações de direitos humanos em diferentes estados da Amazônia.
Entre as passagens marcantes, o jornalista recorda momentos ao lado de Chico Mendes, o trabalho nas rádios e jornais acreanos e os desafios enfrentados ao chegar à capital federal. Em Brasília, destacou-se pela cobertura de CPIs e operações policiais, como a do Narcotráfico, em 1999, que revelou o envolvimento de empresários e políticos com o crime organizado.
O livro também resgata episódios que marcaram a trajetória do autor fora das redações, como sua atuação em campanhas políticas, cargos públicos e investigações sobre biopirataria e tráfico de material genético indígena casos que repercutiram internacionalmente.
Araújo mistura lembranças pessoais com relatos de bastidores que ajudam a compreender o papel do jornalismo na defesa da democracia. As páginas de “Memórias de um Repórter” ecoam o Acre que forma e resiste, com histórias de superação e denúncia que ultrapassam fronteiras.
Com linguagem direta e ritmo de reportagem, Chico Araújo mostra como a persistência de quem começou com um mimeógrafo e chegou ao centro do poder continua a inspirar novas gerações de jornalist
Fonte: Contilnet








