Chocolate faz bem ao coração? Especialistas indicam a melhor opção

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1 de 1 Imagem colorida mostra vários tipos de chocolate espalhados pela mesa - Metrópoles - Foto: Tracey Kusiewicz/Foodie Photography/Getty Images

O prazer de comer chocolate acaba de ganhar um reforço científico de peso. Frequentemente visto como vilão das dietas, o derivado do cacau — em sua versão amarga — consolida-se como um importante aliado da saúde cardiovascular. Especialistas do Centro de Cardiologia do Hospital Sírio-Libanês afirmam que os compostos bioativos presentes no fruto não apenas combatem inflamações, mas também otimizam a circulação sanguínea. No entanto, o benefício não é irrestrito: a eficácia depende diretamente da porcentagem de pureza e da moderação no consumo diário.

  • Ação vasodilatadora: o cacau estimula o óxido nítrico, substância que relaxa as artérias e ajuda a reduzir a pressão arterial.

  • Poder antioxidante: os flavonoides combatem os radicais livres, protegendo as paredes dos vasos contra o desgaste celular.

  • Perfil lipídico: o consumo regular e equilibrado auxilia no controle dos níveis de colesterol, prevenindo obstruções arteriais.

  • Saúde do endotélio: o chocolate amargo melhora a função da camada interna dos vasos e possui uma leve ação anticoagulante.

Para a nutricionista Juliana Meirelles, a chave do benefício está nos flavonoides. “O cacau é uma fonte importante desses compostos com ação anti-inflamatória”, explica. Essa tese é reforçada pela cardiologista Patrícia Oliveira, que destaca como o estresse oxidativo — um dos vilões do coração — é combatido por esses nutrientes.

Contudo, as especialistas alertam para a “armadilha” das gôndolas. Para que o chocolate seja terapêutico, ele deve ter teor de cacau acima de 70%. Versões ao leite ou brancas, ricas em açúcar e gordura saturada, anulam qualquer efeito positivo e podem sobrecarregar o sistema metabólico.

O papel da microbiota e da insulina

Além do coração, o chocolate amargo atua em frentes menos óbvias. Segundo Juliana, ele influencia positivamente a sensibilidade à insulina, o que ajuda na prevenção do diabetes tipo 2. Outro ponto relevante é a interação com o intestino.

“Um microbioma saudável favorece a absorção dos flavonoides. Por isso, o chocolate deve estar inserido em uma dieta rica em fibras”, pontua a nutricionista.

5 razões científicas para incluir o chocolate amargo na rotina

  1. Redução da pressão arterial: melhora a elasticidade dos vasos.

  2. Proteção vascular: otimiza o fluxo sanguíneo em todo o corpo.

  3. Combate à inflamação: defende o organismo contra o envelhecimento das artérias.

  4. Equilíbrio do colesterol: auxilia na manutenção de gorduras saudáveis no sangue.

  5. Fluidez sanguínea: atua discretamente na prevenção de coágulos.

Como consumir sem culpa

A recomendação final das especialistas é a substituição da “culpa pela consciência”. A porção ideal deve ser pequena, preferencialmente após as refeições para evitar picos de glicemia.

Escolher versões sem gorduras trans e, se possível, combinadas com oleaginosas (como castanhas e amêndoas), potencializa o cuidado com o peito. “Escolher bem o chocolate é um ato de prazer e de prevenção”, resume Juliana Meirelles.

Fonte: Metrópoles

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