De 38 confederações do COB, apenas três são dirigidas por mulheres

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1 de 1 Yane - Foto: Reprodução/Instagram

Vice-presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Yane Marques ressaltou que ainda há um longo caminho a percorrer em termos de representatividade feminina na maior entidade olímpica do país. Em entrevista ao Metrópoles, a dirigente revelou que, entre as 38 confederações esportivas filiadas ao COB, apenas três são presididas por mulheres.

São elas: a presidente da Confederação Brasileira de Ginástica (CBG), Maria Luciene Cacho Resende, a mandatária da Confederação Brasileira de Remo (CBR), Magali Moreira, e Cristiane Kajiwara, da Confederação Brasileira de Futebol Americano (CBFA).

“Eu sou a primeira vice-presidente mulher do COB em mais de 100 anos de história. Antes de mim não havia nenhuma, mas tenho certeza de que depois virão muitas”, afirmou Yane Marques.

Inicio de uma mudança

Nos últimos anos, o COB criou uma área dedicada às mulheres no esporte e estruturou uma comissão voltada ao tema, com o objetivo de promover ações permanentes de incentivo à participação feminina.

A Comissão Mulher no Esporte foi anunciada e criada oficialmente em 2022, com o objetivo de oferecer sugestões, recomendações e estratégias para aumentar a presença e o desenvolvimento das mulheres no esporte brasileiro. Ela foi renovada e reestruturada em 2025, incluindo uma composição mais ampla.

Apesar de reconhecer que transformações estruturais levam tempo, Yane Marques destaca que iniciativas como o fórum ajudam a ampliar a visibilidade do tema e estimular mudanças institucionais.

O Fórum Mulher no Esporte está na terceira edição e acontece em março de 2026, em Brasília, para debater a equidade de gênero, inclusão, liderança feminina, representação na mídia, desafios e performance da mulher no esporte. As edições anteriores (2022 e 2025, no Rio de Janeiro) reuniram centenas de participantes, incluindo atletas, treinadoras e especialistas.

“Esse fórum traz provocações, histórias, encontros importantes e muito conteúdo. A ideia é valorizar o esporte feminino e estimular a participação de mulheres não apenas como atletas, mas também como gestoras, treinadoras, profissionais da saúde e lideranças”, afirmou a vice-presidente do COB.

Fonte: Metrópoles

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