Deputado ironiza modelo 6×1 e diz que vai propor escala de trabalho para políticos

Deputado ironiza modelo 6×1 e diz que vai propor escala de trabalho para políticos
Aliado do governo Lula afirmou em gravação que mudou de ideia e quer impor rotina rígida a deputados e senadores/ Foto: Reprodução

O deputado federal André Janones (Avante-MG) utilizou suas plataformas digitais na tarde deste sábado (23) para fazer uma provocação política direcionada à rotina institucional do Congresso Nacional. Conhecido por sua estratégia de forte engajamento nas redes sociais e pelo alinhamento com a base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o parlamentar mineiro publicou um vídeo no qual, em tom de ironia, declarou ter mudado de posicionamento a respeito da polêmica escala de trabalho 6×1.

Na gravação, Janones afirmou que passou a apoiar o modelo que prevê seis dias de atividade laboral para apenas um de descanso — contanto que a regra seja aplicada de forma compulsória aos detentores de cargos eletivos no país.

Acompanhando o material audiovisual, o deputado inseriu uma legenda direta para chamar a atenção de seus seguidores: “Me desculpem, mas mudei de ideia e agora sou a favor da escala 6 X 1”.

Como desdobramento prático da postagem de cunho satírico, o congressista anunciou que sua equipe jurídica trabalha na redação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC). De acordo com o relato do parlamentar, o texto governamental deve ser protocolado formalmente na Mesa Diretora da Câmara dos Deputados na próxima segunda-feira (25), tendo como escopo principal obrigar deputados federais, senadores e demais agentes políticos a cumprirem a jornada nos moldes da iniciativa privada.

Repercussão digital e questionamento a privilégios

A postagem do parlamentar mineiro viralizou rapidamente nas redes de compartilhamento de vídeos, convertendo-se em um dos temas mais comentados do dia. O movimento gerou debates polarizados e dividiu opiniões na arena digital entre grupos de apoiadores de esquerda e correntes críticas da oposição.

Enquanto uma ala de internautas elogiou a abordagem por jogar luz sobre a disparidade entre a carga horária do trabalhador comum e o calendário flexível do parlamento brasileiro — que costuma concentrar votações de terça a quinta-feira —, detratores classificaram a proposta como uma peça de retórica puramente populista e de difícil viabilidade jurídica, uma vez que PECs exigem o apoio de ao menos 171 assinaturas de deputados apenas para começar a tramitar na Casa.

O debate em torno da flexibilização ou extinção da jornada 6×1 tem ganhado tração no cenário legislativo de Brasília nos últimos meses, e a iniciativa de Janones injeta um novo componente de desgaste focado nos privilégios estruturais da classe política.

Fonte: ContilNet

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