“Drácula” britânico é internado após matar animais e deixá-los em igrejas

Um britânico de 38 anos foi internado em um hospital psiquiátrico após admitir que roubava animais e deixava carcaças e restos mortais dentro e ao redor de igrejas na região de New Forest, na Inglaterra.

Benjamin Lewis, que demonstrava fascínio por vampiros, cemitérios e rituais, foi responsabilizado por uma série de episódios ocorridos entre fevereiro e agosto de 2025. O caso provocou medo entre moradores e revolta entre criadores de animais.

Durante uma audiência anterior, ao ser questionado sobre a própria identidade, ele respondeu: “Conde Drácula”.

Lewis confessou os crimes de roubo de animais e assédio intencional com agravante religioso, além de condutas que provocaram alarme na comunidade. A Justiça determinou que ele permaneça internado até que um juiz ou tribunal considere segura sua liberação.

A investigação começou depois que ovelhas e veados mortos passaram a aparecer em locais religiosos. Segundo as autoridades, algumas ocorrências coincidiam com datas associadas ao calendário satânico, o que levou a polícia a reforçar a vigilância em igrejas nesses períodos.

O suspeito foi identificado depois que vestígios de DNA foram encontrados nos restos de um cordeiro, conforme informou o jornal The Guardian.

A procuradora Laura Deuxberry afirmou que Lewis deixava os animais tanto do lado de fora quanto no interior dos templos. Em alguns casos, posicionava cruzes invertidas ou cartas de tarô junto aos corpos.

Um cordeiro foi crucificado no alto de uma igreja. Outro apareceu perto de uma imagem de Maria, enquanto um terceiro foi abandonado sobre o púlpito. Em outro episódio, a cabeça de um veado e uma cruz invertida foram deixadas nos portões de um centro comunitário de saúde mental próximo à casa do acusado.

Durante a busca no imóvel, os investigadores encontraram desenhos de vampiros, anotações sobre rituais e referências ao consumo de sangue.

A policial Jessica Surman, da polícia de Hampshire, classificou o caso como o mais incomum de sua carreira. Segundo ela, Lewis acreditava que beber sangue prolongaria sua vida e poderia transformá-lo em vampiro.

“Ele acreditava que, se bebesse sangue suficiente, não iria para o inferno, não morreria e se tornaria um vampiro”, afirmou.

A investigadora relatou que o padrão dos ataques permitiu à polícia antecipar algumas ações. Ela também disse que moradores ficaram tão assustados que deixaram de frequentar as igrejas atingidas.

Um psiquiatra ouvido pelo tribunal afirmou que Lewis apresenta problemas complexos de saúde mental e havia sido transferido recentemente para uma unidade de maior segurança. O médico alertou ainda para o risco de agressões contra pessoas e animais.

Durante uma internação anterior, Lewis agrediu outros pacientes e tentou atacar o próprio psiquiatra durante uma consulta.

O histórico de comportamentos semelhantes começou ainda na adolescência. Aos 13 anos, ele deixou um sapo morto dentro de uma igreja. Em 2003, também foi detido após aterrorizar um vigário e seus familiares, ocasião em que declarou ser um vampiro.

Na audiência de sentença, realizada por videoconferência, Lewis pediu desculpas às vítimas e afirmou não guardar ressentimento dos policiais responsáveis pela prisão. A defesa disse que ele reconhece a gravidade dos atos e está arrependido.

Três crianças estão entre as vítimas da explosão registrada em Gelendzhik, na região de Krasnodar. Outras 40 pessoas ficaram feridas, e 21 delas precisaram ser hospitalizadas

Notícias ao Minuto | 05:50 – 04/08/2026

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